A Morte Te Dá Parabéns!

Mais uma vez podemos ver no filme “A Morte te da Parabéns”, a questão de “loops de repetição” temporais sendo retratada, dessa vez em uma trama de terror. Dirigido e escrito por Christopher B. Landon (Atividade Panormal 2, 3 e 4), o filme é pioneiro ao associar esse tema, já tão desgastado, com o gênero terror, e o faz de maneira bem leve, censura 14 anos.

Sem cenas de violência impactante ou desconfortáveis, o diretor aposta nos sustos, no mistério do que se passa com a “linha temporal” da protagonista e de quem é o vilão que a persegue durante o filme. Por isso o filme passa mais a ideia de suspense do que, de fato, de terror. O cenário explorado é um dos mais clássicos do gênero, o campus de uma faculdade estadunidense, e dá uma grande abertura para cenas cômicas, é bem possível, inclusive, que o espectador dê mais risadas do que tome sustos.

Além disso, a personagem deixa a desejar em empatia, o que faz com que o público não desenvolva muitos temores em relação à sua integridade e se ocupe mais em desvendar o mistério antes dela. A Morte te dá Parabéns é um filme bem leve, sem um discurso de várias camadas e muito bom para entreter, um ótimo blockbuster, além da atuação no mínimo convincente da protagonista, Jessica Rothe.

No entanto, tem um grande potencial desperdiçado. Os personagens da trama tal qual os ambientes são bem interessantes e, caso fossem melhor trabalhados e envolvidos por uma trama mais sólida e complexa, poderia ser um filme incrível. Dessa forma, ele se restringe ao entretenimento simples e fácil.

Além disso, o que é o ponto realmente negativo, o filme peca ao cair no clichê de construir uma “moral da história”, baseada no aprendizado da protagonista, gradualmente se tornado uma “pessoa melhor”. E considerando o público alvo do filme como jovens que gostam de filme de terror, e não como crianças ou pessoas com mais de 50 anos, esse provavelmente é um ponto de possível desagrado.

Por fim, embora tenha um potencial desperdiçado, o filme é suficiente para aquilo que se propõe a ser e apresentar. Acaba sendo, inclusive, um filme para toda a família, por não ter cenas realmente pesadas ou constrangedoras. É uma obra muito recomendável para quem quer assistir algo para se distrair e entreter, e talvez deva ser evitada por apreciadores de um cinema mais rebuscado.

6/10

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Blade Runner 2049

Embora não tenha desfrutado de muito sucesso crítico e financeiro quando da época de seu lançamento, com os anos o “Blade Runner” original veio a adquirir um status cult igualado por pouquíssimo filmes, a ponto de ter sido relançado com cortes diferentes duas vezes, em 1992 e 2007 e ter uma sequência discutida há muitos, muitos anos.

Continuação esta que vem agora na forma de Blade Runner 2049, TRINTA E CINCO anos depois do original, pelas mãos do já renomado Denis Villeneuve e produzido pelo diretor do original, Ridley Scott.

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Kingsman: O Círculo Dourado

Quando saiu o primeiro Kingsman em 2015, nasceu o filme de quadrinhos mais infiel ao material original de todos os tempos (e ainda bem, pois “The Secret Service” é bem ruim, com todo o respeito a Dave Gibbons). O segundo filme da série expande esta diferença ainda mais.

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Mãe!

O filme “Mãe!”, de Darren Arenofsky, conhecido por filmes como “Requiem para um Sonho”, “Cisne Negro” e “O Lutador”, atende ao gênero suspense com terror psicológico, utilizando elementos surrealistas, levemente perturbadores e claustrofóbicos.

O filme conta com atuações ímpares de seus protagonistas, os aclamadíssimos Javier Bardem e Jennifer Lawrence. A história gira em torno da vida desse casal, que moram sozinhos em uma grande casa isolada. A vida desse casal, porém, começa a mudar drasticamente com uma visita inesperada.

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O Assassino: Primeiro Alvo

A espionagem sempre rendeu frutos no cinema, e de uns 15 anos pra cá vive um período de reinvenção com um enfoque mais real, causado por filmes como A Identidade Bourne e a fase Daniel Craig do 007. A inspiração vinda de tópicos reais como o terrorismo, a situação sempre caótica do oriente médio e ambições nucleares de certos países é sempre presente, e isso não é diferente com O Assassino: Primeiro Alvo (American Assassin).

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Feito na América

O bom diretor Doug Liman, que tem a incrível capacidade de trabalhar o caos de forma ordenada, retorna novamente a parceria com Tom Cruise para narrar a história de Barry Seal, um ex- traficante de drogas e agente duplo que ficou conhecido por aceitar trabalhos de risco e se envolver com um dos maiores cartéis do mundo.

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It: A Coisa

Baseado no livro homônimo de Stephen King, A coisa é considerada por muitos uma das mais aterrorizantes histórias de terror, ao ponto de receber a alcunha de “obra prima do medo”. Uma vez já adaptado para a TV, o palhaço retorna 27 anos depois oferecendo mais sobre sua persona.

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