Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Como é adaptar um material que tanto influenciou um gênero depois que todos os seus influenciados vieram e venceram? Há como honrar o material e fazer jus? Claro, se você tiver atores preparados. Luc Besson falhou exatamente aí. Vamos rever.

Baseado nos álbuns de quadrinhos franceses de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières, o filme nos apresenta aos agentes federais Valerian (Dane DeHaan, com sua eterna cara de choro) e Laureline (Cara Delevingne, mais uma vez nos agraciando com suas sobrancelhas sambantes), policiais a serviço da federação mundial no século 28. Os 2 são enviados pelo ministro de defesa da federação (Herbie Hancock. Sim, aquele músico famoso.) à Alpha, a “Cidade dos 1000 planetas” do título, uma fantástica estação espacial onde vivem milhares de espécies de todo o universo.

O comandante Arün Filitt (Clive Owen, em mais um papel de coisa ruim) os recepciona, com muitas exigências e poucos detalhes. Enquanto eles recebem ordens para uma missão de investigação na própria Alpha, membros de uma raça alienígena até então desconhecida atacam o local e capturam Filitt. Valerian parte no encalço deles, confuso por ter tido um sonho bem vívido com a destruição de um mundo habitado por eles. O que há oculto nesse misterioso sonho?

Enquanto filmava seu famoso Blockbuster “O Quinto Elemento” (1997), o diretor Luc Besson já pensava em fazer um filme sobre o material, que na época considerava infilmável. Tendo contatado Jean-Claude Mézières para fazer os storyboards, chegou até a discutir com ele como seria um filme de Valerian na época. Com a chegada de “Avatar” (2009) de James Cameron, ele viu tudo mudar, e escreveu o roteiro ele mesmo.

Roteiro esse que tem bons alicerces, e é pontuado por várias de suas características como diretor, mas falha ao ser deixado nas mãos dos protagonistas. Além da total falta de química, DeHaan e Cara Delevingne parecem mortos diante das câmeras em todas as cenas, fazendo com que todo o maravilhoso visual desenvolvido pareça um chroma key safado. Tudo funciona, menos os 2. É algo triste, ver um filme tão belo, sonora e visualmente ser apenas isso, um filme de paisagens.

As várias participações de atores e músicos famosos não duram quase nada, e os outros atores apenas fazem o que lhe fora pedido. E no fim, essa é a maior fraqueza do filme: Os atores. Esse poderia ter sido um excelente filme de ficção científica, digno do material original, mas não chega nem perto do hiperespaço.

5/10

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