Transformers: O Último Cavaleiro

Transformers: O Último Cavaleiro é supostamente a última obra de Michael Bay na já longa franquia dos robôs da Hasbro. E para vocês que esperavam algo novo neste derradeiro filme… Não tem.

Alguns anos após a partida de Optimus Prime (o incansável Peter Cullen) rumo ao encontro de seus criadores, inúmeros Transformers de todas as facções continuam chegando ao planeta Terra. A guerra continua devastando várias nações, e as autoridades finalmente reagem, criando a Transformer Reaction Force, comandada por William Lennox (Josh Duhamel) e Santos (Santiago Cabrera, aparentemente avulso demais para ter um primeiro nome).

Os Transformers são feitos foras-da-lei, independente de facção, e são caçados e destruídos sem piedade. Cade Yeager (Mark Wahlberg, em sua aparição final na franquia) segue quase sozinho em sua luta para resgatar e esconder Transformers da TRF, auxiliado por Bumblebee, Jimmy (Jerrod Carmichael) e Izabella (Isabela Moner, que não aparece tanto quanto os trailers fizeram parecer).

O ressurgido Megatron (Frank Welker) parece interessado num medalhão em posse de Cade, e faz um trato com a TRF para capturá-lo. Salvo na última hora pelo cybertroniano Cogman (Jim Carter, dublando um dos personagens mais irritantes do ano), Cade é levado até Sir Edmund Burton (Anthony Hopkins, o único que parece estar se divertindo), um historiador de renome que revela a ele e a professora Viviane Wembly (Laura Haddock, jogada de pára-quedas no filme e totalmente desconfortável) a história secreta dos Transformers na Terra, desde os tempos do lendário Rei Arthur. Enquanto isso, Optimus encontra algo no espaço que o muda para pior…

E é com essa enjambrada trama que o filme avança de maneira insana por seus longos 149 minutos. É Michael Bay em classe avançada: explosões (incluindo uma sequência na idade média que se passa num período antes da pólvora chegar ao território europeu!), sexismo, desenvolvimento de personagens nulo, descaso com o script, sequências de ação boas, efeitos especiais de ponta, piadas duvidosas, atores bons dublando os robôs por absolutamente nenhuma boa razão e sementes nada sutis para as sequências que virão. Porque elas virão.

A trilha sonora composta por Steve Jablonski não reinventa a roda, e ainda vira material de piada no decorrer do filme. Mark Wahlberg como de costume parece sempre entediado e aborrecido em cada momento seu na tela, e apenas Anthony Hopkins e John Turturro (que merecia aparecer um pouco mais) parecem ter abraçado seus papéis. Embora consiga ser melhor que seu antecessor “Transformers: A Era da Extinção”, isso é de pouco mérito. Vai parecer igual ao resto da série. Mais uma vez, apenas diversão acerebrada pra criançada no domingo.

4/10

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