Homem-Aranha: De Volta ao Lar

Quando ficamos sabendo do acordo da Sony com a Marvel Studios pra utilização do Homem-Aranha e seu vasto catálogo, a apreensão bateu. Seria bom? Seria ruim? Seria o cabeça-de-teia tragado pela “Fórmula da Marvel”?

Sem muito rodeio, permitam-me dizer que Homem-Aranha: De volta ao lar é uma comédia adolescente. Descarado assim. E isso não é nada ruim. Acompanhem-me.

Finalmente integrado ao MCU desde Capitão América: Guerra Civil (2016), Homem-Aranha: De volta ao lar nos mostra a vida de Peter Parker (Tom Holland, o bobão mais adorável de 2017) e o quanto ela mudou desde que Tony Stark (Robert Downey Jr., nosso charmoso estorvo) o convocou pra enfrentar os Vingadores revoltosos do Capitão América (Chris Evans, presente de maneira indireta, porém genial).

Stark se arrependeu de colocar uma criança em perigo, e quer que Peter seja um herói mais local e pé no chão. Peter por sua vez deseja alçar vôos mais altos, e driblar a vigilância de Happy Hogan (Jon Favreau, finalmente brilhando no MCU), que Stark colocou para monitorá-lo.

Enquanto se esforça para ser um Aranha melhor, Peter tem que equilibrar os vários malabares de sua vida: A escola, onde Ned (Jacob Batalon, o segundo bobão mais adorável de 2017) é seu único amigo; em casa, onde ele deve esconder seu segredo de May (Marisa Tomei, a tia que todo mundo queria) para que ela não sofra mais; e o combate ao crime, quando ele descobre o esquema de Adrian Toomes (Michael Keaton, violento e intenso), um perigoso contrabandista de armas reciclando tecnologia alienígena. Com a sombra de Stark e seu futuro pesando na cabeça, Peter segue enfrentando perigos, tropeçando por sua jornada de herói.

Com a ingrata missão de seguir por um caminho onde outros diretores já avançaram, Jon Watts, um diretor relativamente novato, trabalhou com o bom elenco e nos entregou uma divertidíssima comédia adolescente nos moldes dos clássicos de John Hughes. O filme assume suas influências com orgulho e atualiza o mito do Homem-Aranha de maneira simples e eficaz. A pivetada toda faz bonito na tela, com destaques para o próprio Tom Holland, Jacob Batalon e Laura Harrier. Para os que se preocupam com a presença de Robert Downey Jr., Seus 15 min. em tela são bem usados, e graças aos céus, curtos.

A trilha sonora de Michael Giacchino é competente ,e corajosa, ao reutilizar o tema clássico do cartoon do Aranha numa versão orquestrada e cheia de marra.

Várias pequenas pecinhas, referências diretas, indiretas e easter eggs, montam o canto do Aranha no MCU. Olhos treinados reconhecerão algumas neste novo início daquele que provavelmente carregará os filmes da Marvel num futuro próximo. Que venham mais.

8/10

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