Mulher-Maravilha

Estréia hoje, dia 1.º de junho, um dos filmes mais esperados não só do ano, mas da década. Mulher Maravilha, estrelado por Gal Gadot, chega arrebentando nos cinemas e garantindo, sem sombra de dúvida, o título de melhor filme da DC Comics dos últimos 20 anos.

A Mulher Maravilha é muito possivelmente o ícone feminino mais forte de toda a cultura nerd/pop da atualidade. Com uma carreira extensa nos quadrinhos que se iniciou na década de 40, a heroína finalmente teve sua chance de brilhar nas telonas em um filme próprio após sua marcante participação em Batman VS Superman, de Zack Snyder.

O filme segue basicamente sua origem dos quadrinhos, mostrando Diana na ilha isolada e paradisíaca de Themyscira, onde vivem as amazonas sob as ordens da rainha Hippolyta, sua mãe.
Sendo a única criança da ilha, Diana passou por excesso de zelo de sua mãe mas isso não a impediu que ela quisesse se tornar uma amazona tão forte como todas as outras, mostrando uma personalidade forte, questionadora e desafiadora.
Um belo dia, um avião alemão atravessa o portal que separa a ilha do resto do mundo, levando o piloto Steve Trevor direto ao mar. Diana assiste todo o ocorrido e vai em socorro do piloto. A partir daí, tudo muda, inclusive a pura fidelidade com os quadrinhos.

Diana se encontra no meio da Primeira Guerra Mundial, com os alemães desenvolvendo armas químicas cada vez mais perigosas e um número assombroso de mortes. Seguindo a idéia de que Ares, o Deus da Guerra, retornou e está incentivando toda esta guerra, ela decide ir a luta para acabar com a influência do deus de uma vez por todas. Desafiando sua mãe e indo para o mundo dos homens junto de Steve, eles procuram ajuda para contra-atacar as bases alemãs no meio da negociação do armistício.

O filme faz em suma uma colcha de retalhos de várias histórias no decorrer de toda a existência de Diana, mas ao contrário do que esta frase possa soar negativa, ficou excelente. Afinal, em tantas décadas de existência e tantos universos da DC Comics, a Mulher Maravilha já passou por muitas reimaginações resultando em novas origens, novos personagens e até diferentes personalidades. Então, para os já fãs dos quadrinhos, existem detalhes da Era de Ouro (sua primeira criação), Era de Bronze e Novos 52.

A escalação de atores foi outro ponto forte. Gal Gadot é magistral em sua interpretação, mostrando uma Diana nova, que ainda não compreende muito bem seus poderes, mas ao mesmo tempo incansável e cheia curiosidade sobre o mundo. Chris Pine faz o charmoso piloto Steve Trevor, com uma personalidade divertida e esbanjando química com Gal mas sendo muito mais do que apenas um interesse romântico.

Connie Nielsen supera toda sua imponência de Lucilla em “Gladiador” no papel da Rainha Hippolyta, a grande governante da ilha das amazonas e mãe de Diana. Robin Wright, conhecida por House of Cards, é Antiope, a general e mais habilidosa amazona, sempre justa e certeira em suas palavras. Lucy Davis faz a hiperativa Etta Candy, secretária de Steve e guia de Diana no mundo dos homens.
Além do vilão mais presente na história da Mulher Maravilha, Ares, o filme conta Elena Anaya no papel de Doutora Poison, uma cientista que ajuda a Alemanha a criar os mais letais gases e venenos, inclusive o gás mustarda, e o irredutível general Ludendorff, interpretado por Danny Huston.

A história não mostra apenas uma heroína salvando o mundo. Vários momentos retratam mesmo que rapidamente a situação da mulher durante a Guerra das Guerras (e não que muito tenha mudado de lá para cá…). O não direito ao voto, o não direito a opinião, a proibição de participar de reuniões de estado, obrigações de vestimentas, o descaso, a chacota em ignorar a inteligência alheia e o preconceito. Espero que a mensagem chegue no coração da audiência!

A espera por um filme solo valeu a pena. A direção de Patty Jenkins torna os 141 minutos de filme absolutamente incansáveis, com cenas memoráveis e muitas referências para quem é bom devorador dos livros, quadrinhos e animações da princesa de Themyscira. A fotografia merece ser mencionada também pois as cenas pela ilha paradisíaca são maravilhosas e todo o filme contrasta totalmente com todo o clima anteriormente apresentado nos filmes “O Homem de Aço” e “Batman VS Superman”, deixando em evidência a diferença de natureza e personalidade entre os heróis.

Se há uma esperança para o filme da Liga da Justiça, esta esperança certamente se chama Mulher-Maravilha. Corra para assistir, e assista mais de uma vez, vale muito a pena!

10/10

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2 ideias sobre “Mulher-Maravilha

  1. Diogo Lopes Bastos

    Devo dizer que estava com o pé atrás desde que a Gal Gadot foi escolhida para ser a Mulher-Maravilha em Batman vs Superman, fiquei muito feliz por ela ter queimado a minha língua. Isso me fez ficar animado para o filme solo dela e pelo que acompanhei consegue superar todas as expectativas, vou vê-lo semana que vem e sei que sairei feliz do cinema.

    Resposta
  2. Pingback: Zona E | zonae.com.br

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