Power Rangers

Sem faíscas e sem spandex, poderia Power Rangers ser levado a sério?

Pouco depois da Lionsgate ter anunciado a pré-produção de um novo longa dos Power Rangers, foi lançado no youtube um curta fan-made que mostrava uma visão sombria e pós-apocalíptica da Alameda dos Anjos, em que o vilão Rocky (o antigo Ranger Vermelho) caçava Tommy e enquanto mantinha a Ranger Rosa presa. Rapidamente a Lionsgate mandou que retirassem o filme do ar afirmando que aquilo não era Power Rangers, deixando os fãs aborrecidos com sua atitude e dando força para que continuassem crendo que o novo filme seguiria os mesmos preceitos dos longas de 95 e 97, e para nossa grata surpresa a nova versão de Power Rangers tem muito a oferecer.

Dirigido por Dean Israelite (Projeto Almanaque, 2015) Power Rangers conta a história de cinco jovens que ganham superpoderes e precisam utilizá-los para derrotar uma ameaça além de seu conhecimento.

Não há como dar spoilers sobre o filme, pois a mesma história é contada há 20 anos todos os anos, mas há como pontuar certas decisões que o longa tomou e que o difere das séries de TV. A primeira delas é o tom do filme, e Israelite conseguiu equilibrar muito bem isso com uma paleta de cores acinzentada e uma Alameda dos Anjos quase vazia. Outra coisa que o filme acerta é não tornar muito adulto, mas inserir problemas que são presentes na vida do adolescente de hoje, mas ele nunca os escancara, apenas sugere e o resto fica no imaginário do espectador.

Um filme como Power Rangers precisa acima de tudo ser alimentado com referências aos clássicos e certamente isso não falta ao filme, principalmente as musicais.

É claro que não estamos falando de uma obra de arte, pois o filme tem claros defeitos que precisam ser levados em conta, a começar pela frágil tentativa de se estabelecer uma união entre os escolhidos, e é onde a história cai numa frustrante mistura de “Clube dos Cinco” e “Conta Comigo”, o que por um lado agrega na trama, mas por outro a torna maçante e toma um tempo que deveria ser dedicado a mostrar mais sobre as armaduras e o combate. Outro grave problema é a vilã Rita Repulsa (Banks) que apesar de começar muito bem, tem um arco cujo desenvolvimento não condiz com a personalidade vilanesca que ela apresenta no início do filme.

Dois dos maiores méritos do longa são Zordon (Cranston) e Alpha 5 (Hader) pois possuem a seriedade e a graça que esperávamos que tivessem, além de serem veículos para contarem e mostrarem mais sobre a história dos antigos Rangers.

Power Rangers parece ser o início de uma franquia que ainda tem muito a oferecer, mas tem muito a aprender também, e como um fã, esperemos para ver outras surpresas.

7/10

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