Logan

Uma última vez. Brilhar na chama da glória, literal e metaforicamente. A derradeira chance de fazer o certo.

18 anos atrás mais ou menos, quando a internet ainda engatinhava mal e porcamente (levante a mão se você sofreu com dial-up), dependíamos de revistas e matérias de tv para informações nerds em geral.  Uma certa comoção ocorreu quando um ilustre desconhecido foi escolhido como Wolverine no primeiro filme dos X-Men, mas não negativamente: O cara era um Wolverine cuspido e escarrado (embora alto demais, o personagem nos quadrinhos tem um pouco mais de um metro e meio). Este era o australiano Hugh Jackman. 10 filmes de questionável qualidade depois, estamos aqui, no fim da estrada do ator como James Howlett. E que estrada tortuosa foi essa, hein?

Um Logan ferrado, cansado e desgostoso com seu destino sobrevive como chofer de limousine na cidade de Phoenix, no estado do Arizona. O prognóstico do mundo de 2029 não é nem um pouco bom: Quase não existem mutantes, Logan está com seus poderes de cura altamente prejudicados, cuidando do debilitado professor Xavier (Patrick Stewart, também praticamente encerrando sua estadia na franquia) ao lado do morlock Caliban (Stephen Merchant, substituindo Tómas Lemarquis).

Logan se esconde do mundo, deixando seus atos heróicos para trás. Um triste futuro, prestes a piorar quando Logan é procurado por uma mulher que busca ajuda para a pequena fugitiva Laura (Dafne Keen, uma boa promessa para o futuro) e entra na mira do impiedoso mercenário Donald Pierce (o ótimo Boyd Holbrook). Dali em diante, mesmo sem esperança e ânimo, Logan volta a um mundo que talvez não seja mais o seu. Uma perseguição implacável que não terá um final feliz.

Logan é um filme bruto. Cru. Extremamente violento. James Mangold executou um faroeste disfarçado que empresta vários tons de clássicos do gênero, como Os brutos também amam (George Stevens, 1953), O último Pistoleiro (Don Siegel, 1976) e até de dramas modernos, como O lutador (Darren Aronofsky, 2008), entregando um filme de ação triste, brutal e de grande satisfação, com culhões gigantes, pontuado pela competente trilha sonora de Marco Beltrami. Que Jackman mantenha sua decisão de deixar o personagem para não diminuir este belo filme, e pobre coitado do ator que herdá-lo.

8/10

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Uma ideia sobre “Logan

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