A Cura

Misture Hoawrd P. Lovecraft com A casa da Colina e temos A Cura, marcando o retorno de Gore Verbinski após o fracasso de O Cavaleiro Solitário (2014).

Ambientado nos dias atuais, mas com um designer de produção que remete há algumas décadas passadas, “A Cura” nos transporta para um spa no topo de uma montanha, onde os ricos empresários vão em busca de uma misteriosa fonte de cura para seus males. O jovem Lockhart (Dane DeHaan) é incumbido de resgatar seu chefe que havia partido em busca da cura e decidido não mais voltar para o mundo dos negócios. Devido a um acidente, Lockhart acaba se machucando e se tornando um hóspede do lugar. Aos poucos ele vai montando um quebra-cabeças que irá revelar os segredos sombrios que o lugar guarda.

Gore Verbinski tem uma carreira bem interessante e inventiva se analisarmos suas obras visualizando principalmente a ambientação e o designer de produção. Verbinski parece ter uma queda por personagens que sofrem com algum tipo de inquietação eterna que precisa ser resolvida. Seu maior problema é o quão demora é para que seus personagens avancem na trama sem que haja uma quebra de ritmo na história.

A Cura não é um filme com um plot inovador, na verdade é bem escancarado para o espectador desde o início onde é o problema, e não há nada de errado nisso, mesmo que o personagem principal demore a descobrir, a questão é que Lockhart já suspeita de tudo desde o início, mas insiste em ficar num eterno jogo de gato e rato numa história cheia de pontas soltas.

O diretor peca em atrasar o desenvolvimento da trama se preocupando com devaneios ilusórios que não contribuem com o tom investigativo que o filme assumiu desde o início, até mesmo as intenções de Lockhart são deixadas de lado. Aos poucos se vai compreendendo os motivos que o levaram a fazer isso, há o tempo todo uma instigação em achar que tudo era imaginado, e o filme começa a tomar outros olhos mais atraentes, mas num momento exponencial de revelação, onde algumas atitudes inesperadas são tomadas, Verbinski nos surpreende negativamente com uma descoberta quase irrisória que novamente decaí o conceito da história.

A Cura ainda não marca o retorno triunfante de Gore Verbinski,.
É um filme interessante que se perde ao tentar estabelecer uma trama detalhista como os livros de Lovecraft, mas não deixa de ser instigante.

5/10

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