50 Tons Mais Escuros

Por Juliana Umbelino

50 Tons Mais Escuros: o segundo filme da franquia ainda não convenceu.

Com atuações duvidosas e dignas de emocionar uma parede, o segundo filme da franquia 50 tons de cinza surge na tela com a expectativa criada pelo trailer com a (já) famosa cena do elevador. Acontece que o filme prometeu, prometeu e não cumpriu. A trama continua muito fraca, sempre em torno dos dramas do bilionário bonitão e sádico (como ele mesmo se definiu) Cristian Grey e a agora assistente de um editor, Anastasia.


Convenhamos que num primeiro momento temos a impressão que Anastasia está mais madura, mais mulherão. Mas isso vai por água abaixo quando na primeira caixa com presentes caríssimos e a marca evidente e enorme na tela (olá, patrocínio), Ana já se vê toda derretida e envolvida novamente com Cristian. Decepcionante.
E o filme ainda dá sinais de suspense, como a ex-submissa de Grey que aparece como uma personagem que dará algum sentido na trama, mas ela é apenas um detalhe que é tirado de cena com uma facilidade incrível. O suspense dura minutos e logo ficam mais “segredos” no ar, contrariando a proposta “sem mais segredos” de Ana em relação ao relacionamento com o bonitão descamisado.

As cenas de sexo continuam bem baunilha: sexo papai e mamãe, oral meia boca de 5 segundos na amada e o mais cômico: O CRISTIAN SÓ TRANSA DE CALÇA. Pelo amor de deus, como é que pode o filme pecar LOGO nisso? O cara paga de dominador, tem um quarto cheio de brinquedos sexuais e é o profissional do sexo sem graça.
O ponto alto do filme, foi a “cena mexicana” que acontece. Com direito a drink na cara da inimiga, lencinho para limpar e logo em seguida uma bofetada seguida de uma DR. Loucura, loucura, não é mesmo? Creio que a ideia dessa cena foi mostrar que Anastasia sabe se defender das recalcadas, mas não funcionou.


O filme tem mil questões problemáticas, uma delas é a insistência da Ana em ser independente (como pagar o café da manhã do casal) e voltar atrás assim que recebe um mimo ou alguma demonstração de aproximação que parte do seu confuso amado. É do nível da personagem dizer que não ficará trancada na cobertura do ricaço e ele propor que ela se mude para lá e ela ficar CLARAMENTE muito feliz com a mudança em questão de segundos (oi?).

O filme ainda deixa um milhão de pontas soltas (ok, terá continuação), mas algumas coisas ficam muito confusas, como o amigo fotógrafo da Ana, que claramente está muito incomodado com a situação mas tem duas cenas durante o filme inteiro.
Na cena que parece que tudo vai mudar e Grey se ajoelha como submisso para Ana a expectativa é de uma cena incrível, mas que se desenvolve da forma mais morna e sem grana possível.

4/10

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