Anjos da Noite: Guerras de Sangue

Enquanto os dois primeiros “Anjos da Noite” são fortemente focados em dois centros narrativos simultâneos, um sendo o infindável conflito entre vampiros e lobisomens e o outro sendo o surgimento e o desenvolvimento do romance entre Selene, uma assassina vampira e Michael, um humano que se descobre muito mais do que isso em meio ao conflito, o terceiro é um prequel que mostra a origem do conflito entre as duas raças séculos antes dos eventos dos anteriores.

Em todos os três filmes os humanos tem pouquíssima relevância, servindo no máximo como figurantes de uma guerra da qual sequer sabem e na qual são pegos de surpresa. No entanto, a premissa do quarto filme é de que os humanos finalmente descobre sobre a existência de ambas as raças e um gigantesco expurgo ocorre, uma guerra na qual a Humanidade tenta eliminar tanto lobisomens quanto vampiros.
É revelado também que Michael, que era um híbrido das duas raças e Selene, tiveram uma filha e que todos foram capturados. Após muito esforço, mortes e batalhas sangrentas, Selene e sua filha conseguem escapar, mas Michael continua desaparecido. E mais importante, a filha de Selene, Eve, é a primeira híbrida sangue puro das duas raças e por isso é muito poderosa e por isso, por escolha de Selene, Eve foi levada para longe para sua própria proteção.

Quando encontramos Selene no começo de “Guerras de Sangue” ela está sendo caçada tanto por vampiros, por ter matado os Anciões de seu clã, quanto por lobisomens que querem encontrar sua filha por causa de seu poderoso sangue.
Sob um novo líder, Marius, os lobisomens estão novamente unificados e se tornarão extremamente perigosos mediante uma enfraquecida nação vampírica.

Ainda que sobre forte dissidência, os vampiros recrutam Selene novamente, desta vez para treinar uma nova geração de vampiros para que possam se defender. Mas nada é tão simples quanto parece e não demora nada para que Selene novamente se encontre no centro do conflito entre as duas raças, contando apenas com David, um outro vampiro, como seu aliado.

“Guerras de Sangue” pareceu intencionalmente ignorar quase tudo de mais importante estabelecido no filme anterior. Os humanos novamente voltam a não importar e SEQUER aparecem ou são mencionados. O “status quo” de intensa perseguição à vampiros e lobisomens estabelecido em “O Despertar” parece desaparecer completamente, como se não importasse mais ou sequer tivesse existido.
Os únicos elementos relevantes mantidos são personagens como David e seu pai Thomas, a existência da filha de Selene e o desconhecimento do paradeiro de Michael.

No entanto, apesar deste ser seu maior foco, “Guerras de Sangue” não aborda APENAS o conflito entre as duas raças. Há uma subtrama, menor, mas ainda bastante relevante que lida com as “politicagens” dentre os líderes vampiros que, enfurnados na fortaleza que julgam inexpugnável, tem suas próprias intenções e agendas. Além de apresentar um clã diferente, o nórdico, pacifista e de cabelos brancos que acaba por se tornar extremamente relevante tanto para a jornada pessoal de Selene quanto de David.

Como seria de se esperar de qualquer “Underworld”, ainda que a história possa não satisfazer, considerando sua breve duração, cenas de ação é o que não faltam e elas não poupam esforços, com sangue sendo frequentemente esparramado, vampiros sendo queimados e lobisomens sofrendo ferimentos extremamente brutais.
“Guerras de Sangue” pode até ser considerado o mais fraco dos filmes da franquia até agora, mas negando vários elementos do anterior, tenta retomar ao clima e às algumas das questões centrais dos dois primeiros capítulos da franquia, se encerrando novamente, com a promessa de que ainda pode haver mais pela frente.

5/10

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