​A Chegada

Enquanto lecionava em uma faculdade, a Dra. Louise Banks (Amy Adams) descobre que visitantes interplanetários chegaram à terra com estranhas naves em forma de concha. Como Louise é especialista em lingüística, os militares responsáveis pelos “alienígenas” pedem sua ajuda para decifrar as mensagens incompreensíveis emitidas por esses seres. Com o auxílio de uma equipe liderada pelo cientista Ian Donnelly (Jeremy Renner), dia após dia Louise trabalha arduamente para decifrar e entender as mensagens com o intuito de descobrir as intenções dos extraterrestres, e a resposta acaba sendo inimaginável.

Podem-se definir clichês filmes de invasão alienígena tendo a terra (Estados Unidos) contra uma civilização de seres super desenvolvidos com intenções desconhecidas. Porem alguns desses filmes se destacaram em suas épocas. ET, Uma Odisséia no Espaço e Jornada nas Estrelas são ótimos exemplos de histórias aclamadas através dos anos. O mercado cinematográfico estava precisando de um tema novo, totalmente surreal, e o encontrou em “A Chegada”.

As primeiras cenas são de fato entediantes e confusas, onde comoventes flashs de um triste suposto passado da doutora são exibidos. O apelo em prender a atenção do telespectador é bem nítido, com o famoso “o que tem dentro da caixa”, criando-se suspenses como “será que ela vai entrar na nave” ou “como será a aparência deles” ou “como será que ela vai conseguir conversar com eles”.

O desenrolar da trama mostra que o contexto pode ser ainda mais complexo, no momento em que a doutora começa a estudar e entender a forma de comunicação destes serem um tanto peculiares. Em conceitos técnicos, alguns diriam que desafia completamente as leis da física, mas devemos sempre lembrar que estamos falando de uma ficção completamente envolvente, dando um largo espaço à licença poética.

“A Chegada” é um misto de suspense e drama que leva o telespectador a questionar a todo o momento em que tempo decorrem-se as cenas, como a humanidade conseguirá resolver o grande empecilho entre entender e descobrir as motivações daquela nova espécie e se os sonhos da Dra. Louise são de fato alucinações, passado ou uma nova forma de definir o sinônimo de tempo.

7/10

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