O Lar das Crianças Peculiares

Quando lançado em 2011, o livro O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares de Ranson Riggs, rapidamente alcançou os holofotes por sua história estranha e comovente e principalmente por sua similaridade aos trabalhos de Tim Burton, que não perdeu tempo e comprou os direitos do livro. É a história perfeita para o diretor perfeito.

O Lar das Crianças Peculiares conta a história de Jake (Asa) um jovem de 16 anos sem amigos e com pais ausentes, Jake tem apenas a companhia do avô, que devido a um misterioso acidente acaba falecendo, mas antes revela segredos surpreendentes ao neto. Jake parte em busca do orfanato da Miss Peregrine (Green) e acaba achando um mundo fora da realidade e descobre todo o passado de seu avô.

O orfanato da senhora Peregrine pode então ser encarado como uma versão X-men de Burton, estão lá todos os elementos da HQ, a escola, as crianças superpoderosas, os preconceitos e uma ameaça corrompida por ganância. E tal como X-men, a história de Riggs possui discussões a respeito das marcas da guerra, algo difícil de colocar em cena num filme infantil, mas Burton conseguiu muito bem. Burton souber apresentar muito bem os personagens e propor discussões interessantes sobre relações interpessoais, além de sugerir algumas questões que o livro deve aprofundar melhor.

E como todo o filme do diretor não faltou cenas exóticas e uma ou outra um tanto trash. Porém, o lar das crianças peculiares passa longe de estar entre os melhores do diretor, ainda que a história pareça ter sido entregue de bandeja, o filme soa como se um fã de Burton o tivesse executado e não o próprio. O visual exótico esta lá, mas de forma contida, o figurino não parece nada fora do comum, à fotografia dark foi trocada por uma paleta de cores que beira entre o cinza e o amarelo. Nada parece gótico ou exuberante, nem mesmo a senhora Peregrine. Com exceção de algumas ótimas sequencias onde os poderes dos peculiares são usados o restante parece um desperdício de personagens.

Não há muito que pensar sobre o filme, a história parece magnífica no papel e de alguma forma, um Tim Burton preguiçoso surgiu e a transformou em algo mediano, tão distante do potencial que ambos se oferecem.

5/10

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