Um Espião e Meio

Por Cleiton Lopes

Provocar o medo ou o riso é um grande desafio. O riso tem a missão de não esbarrar em ofensas principalmente. Um Espião e Meio (2016) até que vai bem nesse quesito.

O filme conta a história de dois conhecidos do colégio que se encontram 20 anos depois de se formarem. Calvin Joyner (Kevin Hart) conhecido como Foguete Dourado, era a maior promessa do colégio e acabou como um mero contador. Já Bob Stone (Dwayne Johnson) sofria bullying pesado pelos colegas por sua aparência e agora se tornou um agente secreto e precisa da ajuda de Calvin para resolver um caso.

A fórmula é um pouco batida. Um cara super treinado precisa da ajuda de um cidadão comum com habilidades de fazer piadas estilo stand up para resolver um caso. Me lembrou também as comédias feitas por Arnold Schwarzenegger estilo “cara durão fazendo graça”. Mas, diferente de outros filmes de comédia, este filme tenta se desviar das piadas de mal gosto. Não 100% afinal, piadas sobre negros estão presentes no filme mas, para dar uma amenizada, são feitas apenas por Kevin Hart. Afinal, negros fazendo piadas sobre negros não tem problema. Chega até a arriscar a falar sobre o tema Bullying e como isso pode afetar a vida de uma pessoa.

Uma das coisas que me impressionaram logo de cara no filme foram as transformações feitas com os dois atores. Os recursos para rejuvenescer os dois e deixar The Rock mais “cheinho” foram muito bem feitos. É bem crível que eram eles mesmos. Mais eficiente do que outras transformações como o envelhecimento do trio principal de Harry Potter em “As Relíquias da Morte – Parte 2” que era bem risível.

No geral o filme agrada. Dentro das limitações do gênero e suas liberdades poéticas, o filme cumpre o que ele propõe. É bem interessante ver as participações especiais de atores que são presença frequente em filmes do gênero. Não vou citar nomes para não estragar a surpresa.

Achei bem interessante a mensagem que o que nós fomos durante o “tempo de escola” não quer dizer necessariamente o que seremos depois dele. Por experiência própria, tenho amigos que se tornaram exatamente aquilo que esboçavam durante a escola, outros que mudaram completamente e também aqueles que continuaram a ser os mesmos idiotas de sempre.

Acredito que vale a pena conferir se você estiver por dentro e gostar deste novo universo das comédias . Ou então, queira um filme em que não precise pensar muito e dar uma relaxada. A impressão que tive ao final é que ele vai ser um filme que parte de seu humor vai se perder com o tempo. Visto que muitas de suas piadas se sustentam com referencias a coisas do momento como os relacionamentos da Taylor Swift e aplicativos de celulares. Se eu veria de novo? Talvez num domingo monótono na Temperatura Máxima.

7/10

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