Amor Por Direito

“Amor por direito conta a história de Laurel Hester (Julianne Moore) em sua luta pelo direito de transferir sua pensão como servidora pública à sua muito mais nova parceira Stacie Andree (Ellen Page).
Laurel é uma condecorada detetive de polícia lésbica, que após ser diagnosticada com câncer terminal, luta contra o condado de Ocean, New Jersey, a fim de conseguir ter a parceira como beneficiária após sua morte.

Aqui estamos falando do ano de 2005, onde ainda não se tinha tantos direitos a casais homossexuais como hoje, e a única forma de reconhecimento judicial da relação era uma “parceria doméstica”, uma forma alternativa de casamento.

Amor por direito é baseado no curta de mesmo nome de 2007, e mantém um pouco do tom de documentário do original: a primeira parte do filme é basicamente o encontro e desenvolvimento da vida doméstica do casal, enquanto Laurel esconde sua orientação sexual dos colegas, inclusive de seu parceiro Dane Wells (Michael Shannon), de anos na força policial.

Ao descobrir estar com câncer, Laurel resolve fazer pública sua relação, exigindo os direitos de pensão que qualquer outro colega heterossexual poderia conceder ao parceiro. Quando seu pedido é negado, o filme muda de tom, ficando mais político e menos focado na vida pessoal das personagens. A evolução do câncer de Laurel por exemplo, não é central, nem mostrada em detalhes, é só um acontecimento inevitável meio à luta e rejeições legais enfrentadas. O verdadeiro drama do filme é o absurdo para a justificativa dessas rejeições. Frente a isso, temos  Steve Carell, como Steven Goldstein, um ativista “gay, judeu e barulhento” (o alívio cômico) que toma a causa como uma forma de protestar pelo casamento igualitário, criando visibilidade nacional ao caso.

O interessante é que os colegas de Laurel, família e até populares, mesmo heterossexuais começam a se engajar, pelo companheirismo e dedicação da mesma, o que no fim torna a pressão popular quase insuportável. A consciência social é muito clara, e o apelo bastante atual: não é uma biografia, mas um filme político. Talvez esse seja um ponto fraco, já que um aprofundamento na vida do casal talvez traria mais empatia ao espectador. Apesar de ter uma mensagem poderosa, Amor Por Direito tem um tom mediano, e não entrega tudo que poderia. Mesmo assim, vale a pena assistir, principalmente pelo legado que Hester deixou.

7/10

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