Zoom

E se “A Origem” (2010) tivesse um filho? “Zoom”, do diretor Pedro Morelli é a tentativa de emular essa ideia de camadas; uma coisa dentro da outra, dentro da outra, dentro da outra e quem sabe ao final qual será a principal?
É um filme que vale por seudesign, por seu elenco e  pelo seuesforço, mas que se perde em seu conteúdo e o faz parecer mais uma grande propaganda de perfume da O2 filmes.

Zoom é um seguimento de histórias que abordam o sexo e o corpo como fetiche, e no meio disso o talento artístico ascendente nos personagens principais.
Emma (Alison Pill) é uma talentosa quadrinista que trabalha numa fábrica de bonecas sexuais, e durante a noite sua maior diversão é construir no papel a história de Edward (Gael Garcia Bernal) um cineasta que usa do sexo uma arma para conseguir fazer seus filmes e entregá-los no prazo em que deseja, enquanto isso, a supermodelo e escritora Michelle (Mariana Ximenes) tenta provar as pessoas que não é mais um rosto bonito e que tem talento de sobra para escrever um romance.

A produção Brasil/Canadá permeia entre altos e baixos, há momentos onde o filme realmente te prende e permanece assim até que desaba por completo, sendo uma produção da O2- filmes, que apesar da imensa gama de conteúdo para cinema, seu foco é a propaganda, e nos seguimentos de Mariana Ximenes, toda a fotografia e música parecem tender pra um comercial de perfume.

Zoom possui excelentes qualidades que o fazem ser merecedor de assistir em tela grande, o trabalho de rotoscopia feito no seguimento de Gael Garcia é excelente, lembrando alguns filmes de Richard Linklater, onde o contorno do desenho parece ter vida própria, o que contribui para o clima nonsense e artificial que a história necessita. A trama de Emma é outra história interessante, pois trabalha questões do padrão de beleza imposto as mulheres que se rebaixam por isso, não tão interessante como história, mas bastante interessante como tema a ser abordado é o seguimento de Mariana Ximenes, que trata sobre um relacionamento abusivo.

No final Zoom é uma experiência válida, pois quando ele revela a que veio é formado um sorrisinho no canto da boca que é o suficiente para se criar um meio termo entre ame ou odeie o filme.

6/10

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