O Natal dos Coopers


Por Alice Lapertosa

Eleanor (Olivia Wilde) está enrolando no bar sem vontade real de chegar à casa dos pais onde a família Cooper se reúne para o Natal. Há algumas horas de pegar seu vôo, Joe (Jake Lacy) perambula pelo mesmo lugar com seu uniforme de oficial e uma mala. Os dois se encontram, conversam, distraem e Eleanor acaba por convencê-lo a ir no encontro fingindo ser seu noivo.

Numa lanchonete do outro lado da cidade, Bucky (Alan Arkin) vai todos os dias visitar Ruby (Amanda Seyfried), uma garçonete que tem idade pra ser sua neta. Ele lhe empresta livros, os dois conversam e se divertem. Quando Bucky descobre que ela vai se mudar, chama Ruby para passar o Natal com ele e sua família.

Emma (Marisa Tomei) está se decidindo pelo presente que vai comprar pra irmã Charlotte (Diane Keaton). Ele tem que ser do tamanho da atenção que ela lhe despendeu nesse ano. Ao tentar esconder um broche da loja, termina presa num carro com o policial Williams (Anthony Mackie). Enquanto isso, também se preparam para a comemoração dos Cooper: Charlotte e Sam (John Goodman), um casal que briga o tempo todo e parou de prestar atenção um no outro há anos; Hank (Ed Helms), a ex-esposa e os filhos do casamento; e tia (?) Angie.

Os Coopers são uma família grande. Até demais, a separação de tantos personagens com histórias paralelas deixa o espectador numa confusão danada tentando entender quem é quem. No meio do caminho, alguns personagens ficam jogados sem desenvolvimento nem razão de ser. Diante desse contexto, os atores até tentam, mas nenhum desempenho consegue ser notado além do aceitável.

“O Natal dos Coopers” não se apresenta como uma comédia tradicional de fim de ano. Tem seus instantes de graça, além de algumas relações no mínimo diferentes, como a de Bucky e Ruby, permeados por uma atmosfera mais dramática: todos os personagens são problemáticos e estão insatisfeitos, marchando para o Natal com a pretensão de fingir qualquer coisa, menos o que são. Nesse sentido, o longa-metragem tentou inovar: isso é bom. Porém, tudo começa a se resolver numa rápida sucessão de lições de moral como “você acha que a vida dos outros é melhor que a sua mas todos sentem o mesmo” e “basta focar nas coisas boas e aproveitar a família.” O resultado foi estranho, não necessariamente um estranho bom.

6/10

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