007 Contra Spectre

Fechando o ciclo Daniel Craig como 007 de Ian Flaming, Sam Mendes retorna novamente a direção, dessa vez sem a ilustre presença de Roger Deakins na fotografia, mas isso não impediu Mendes de conseguir proliferar sua boa visão sobre os grandiosos cenários da série que são os melhores pontos em 007 Contra Spectre.

Após o sucesso de Skyfall (2012) Craig ganhou um status notório como 007, ainda que seja o filme menos lúdico do espião, pois se vê seu lado mais humano de um agente que às vezes pode falhar tanto em sua missão de salvar o mundo como a de conquistar uma garota, Skyfall foi mais um filme de conflitos internos do que externos para o agente. Já em Spectre, todos os velhos elementos voltaram desde a Bond girl que se faz de difícil até o capanga brutamontes, além das inúmeras outras referências à série.

Nessa aventura 007 precisa confrontar a organização Spectre: a mãe de todas as organizações que ameaçam o mundo. Tudo o que Bond havia enfrentado antes eram apenas obstáculos para chegar ao topo que é Spectre, e com a ajuda de Madeleine Swann (Léa Seydoux) Bond precisa chegar até o chefe da organização Blofeld (Christoph Waltz) e resolver todo o mistério a sua volta.

O problema de Spectre não está em se distanciar do que é James Bond, mas sim em juntar todos os elementos cruciais da trama de uma vez só, desperdiçando tudo num roteiro desleixado e sem clímax. O capanga Hinx (Dave Bautista) tem uma excelente apresentação, e demonstra ser um problema para Bond, mas logo é descartado para dar espaço ao vilão Blofeld que para o “cabeça” da organização se demonstra mais despreparado que os outros vilões.A Bond girl Madeleine Swann tem presença e parece bem mais forte e destemida que qualquer outra, porém sua personagem passa de uma badass para uma mocinha apaixonada e dependente num piscar de olhos.

007 Contra Spectre oferece uma porção de cenas maravilhosas e paisagens estonteantes, um belo plano sequência de abertura e Daniel Craig é excelente forma. Mas parece o filme certo feito numa hora errada, onde até mesmo o ator principal questiona as motivações de seu personagem, e quando isso acontece, é hora de dar um reset na história.

6/10

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