O Último Caçador de Bruxas

Se você é um desses que teve a infância permeada por RPG’s de mesa e sempre sonhou com uma bela adaptação dessas desbravadoras aventuras para a tela grande O Último Caçador de Bruxas chegou para nos proporcionar mais uma rodada incessante de espera, até que uma adaptação à altura chegue.

Kaulder (Vin Diesel) é um guerreiro imortal que foi amaldiçoado por uma bruxa, 800 anos atrás do nosso tempo, e agora vive num eterno embate contra criaturas da noite que possam perturbar o equilíbrio entre o mundo dos humanos e aqueles que possuem o poder da magia. Kaulder vive sob a tutela dos “Dolan”- uma espécie de padres guardiões que o ajudam no combate: após o 36º Dolan (Michael Caine) ter sido atingido por uma magia obscura, Kaulder em conjunto do Dolan substituto (Elijah Wood) buscam a fonte da magia e descobrem uma força conectada diretamente a Kaulder.

Todos os elementos orgásticos que qualquer aspirante a aventureiro de tabuleiro estão presentes no filme de Breck Eisner (Sahara, 2005) desde a mais bela das bruxas até o acompanhante desajeitado que apenas serve como um infortúnio na história e uma forma de enobrecer o herói solitário que precisa ter o coração amolecido. Todos esses elementos presentes em volta de efeitos visuais bem convincentes e uma galeria de vilões aceitáveis: tudo isso disponível e uma péssima forma de distribuí-los. A começar por Vin Diesel que tem o aspecto de herói que gostaríamos, mas a história contada de uma forma que não merecemos. Kaulder tem o passado sombrio e tristonho que todo herói digno de uma jornada épica precisa: ele era um simples camponês que foi forçado a entrar na guerra após perder sua família e Breck Eisner transpõe isso para o filme de uma maneira forçada e tão pouco profunda que você não entende (ou se importa) com o passado e futuro do herói, desejando sua morte logo de cara.

Há também a bela presença da bruxa Chloe (Rose Leslie) o personagem mais carismático da trama e o mais problemático também. Os Dolan e as bruxas são inimigos mortais, convivendo sob uma trégua entre ambos. Chloe começa como inimiga de Kaulder, mas rapidamente pelo bem da trama que pouco se importa em aprofundar em seus personagens, ela precisa mudar suas motivações e se aliar ao seu inimigo. Falando ainda em descaso com personagens o 37º Dolan (Elijah) tem zero importância na história, os fatos ocorreriam igualmente da mesma forma sem a presença dele.

O que pode salvar no filme são as boas referências como calabouços, espadas, sobretudo e monstros carregados de magia. Nada tão bem utilizado já que o filme não aposta numa aventura fantasiosa e ao invés disso tenta se apoiar no drama com “Dominic Toretto” carregando toda a carga dramática.

4/10

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