Hotel Transilvânia 2

Por Alice Lapertosa

Em 2012, Genndy Tartakovsky (criador de “O Laboratório de Dexter”) dirigiu a animação “Hotel Transilvânia”, longa-metragem que reuniu os monstrengos clássicos das histórias de terror. O Conde Drácula tornou-se o papai Drac, um vampiro superprotetor que constrói o luxuoso hotel para abrigar os monstros (principalmente sua filha Mavis), longe de seres humanos que queiram lhes fazer mal. Temos lobisomens (e seus dois milhões de filhotinhos), a múmia, o homem invisível, o Frankenstein, o Pé Grande e a Bolha-meleca-verde-gelatina. Em 2015, os personagens voltam às telas do cinema em “Hotel Transilvânia 2”, sob mesma direção.

As coisas estão bastante mudadas. O local agora abandonou a antiga política rígida dos monstros e também está aceitando humanos. Inclusive, Mavis (Selena Gomez) se casa com um! Jonathan (Andy Samberg) é um humano meio desajeitado, meio paz e amor e terrivelmente folgadão, porém de bom coração. Os dois têm um filhinho, Dennis, que, para o desespero de Drac (Adam Sandler) se parece muito com o pai, inclusive na cabeleira ruiva esquisitona.

Conforme passa o tempo, as presas de Dennis não aparecem e surgem a dúvidas se ele irá mesmo se tornar um vampiro ou se é apenas um humano comum, que Mavis considera criar junto com a família de Jonathan e os outros humanos. Drac vai fazer de tudo para não deixar sua filhinha querida se afastar do Hotel – inclusive tentar ensinar Dennis a voar e metê-los em todo tipo de apuros pela floresta afora até um acampamento de ensino para vampirinhos mirins.

Tudo, claro, escondido de Mavis, que não pode desconfiar o que ele está tramando. Para piorar a situação, o terrível vovô Vlad (Mel Brooks), pai de Drac – uma relíquia rabugenta que vive sentado num trono, cercado de morcegos gigantes dentro de uma caverna – descobre que seu netinho ainda não tem presas e que há humanos por todo o Hotel.

Com um bom ritmo e visual agradável, “Hotel Transilvânia” consegue desenvolver bem sua história e os personagens. Se o anterior não ia além do velho clichê do pai superprotetor aceitando que a filha precisa crescer, a continuação é bem mais rica. O pequeno Dennis é uma gracinha, as piadas são boas, Drac vira um personagem mais profundo, escorregando entre a rigidez herdada do pai, o orgulho de ser vampiro, o amor incondicional à filha e o talento nato de fazer meleca ao tentar consertar as coisas. É engraçadíssimo vê-lo apanhar da tecnologia, não conseguir usar o touch screen do celular e se assustar quando ele toca.

Curiosidade: foi lançado também um quadrinho em que os personagens da Turma da Mônica vivem as aventuras no Hotel. Quem cresceu lendo as histórias do Maurício de Souza vai gostar de ver a versão “assustadora” da turminha.

7/10

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