Nocaute

Por Alice Lapertosa

Billy Hope (Jake Gylenhaal, de “Donnie Darko” e “O Segredo de Brokeback Montain”) é um lutador de box profissional e campeão em sua categoria. Seu estilo de nunca desviar dos golpes e atacar com agressividade é marcante. Durante as lutas, conta com o apoio de Maureen (Rachel McAdams), sua esposa, que começa a ficar apreensiva acerca do futuro do marido.

Jordan (interpretado pelo rapper 50 Cent) também acompanha de perto o auge da carreira do boxeador. Ele quer forçar uma luta entre ambos. Como não consegue fazê-lo oficialmente, usa de provocações para agredir o outro lutador, que revida. A confusão desencadeia um trágico acidente.

Arrasado, Billy começa a perder o controle da própria vida: não consegue manter a postura nos ringues e ataca um juiz; bêbado e portando uma arma carregada, busca vingança. Depois de bater o carro sozinho, termina sangrando no chão de sua mansão e é socorrido por Leila (Oona Laurence), sua filha pequena. Billy têm a licença para lutar suspensa. Falido, precisa vender seus bens, é abandonado por seu empresário e perde a guarda de Oona.

Na tentativa de recuperar as duas únicas coisas que lhe restaram – a filha e a carreira – ele pede emprego na academia de Tick Wills (Forest Whitaker), um ex-lutador e ex-treinador profissional que agora ensina o esporte a garotos sem condições financeiras. O relacionamento dos dois se intensifica quando Tick começa a se emocionar com a história de Billy e decide ajudá-lo.

Após perder bastante peso para fazer “O Abutre” (2014), Jake Gylenhaal treinou para ganhar massa muscular e interpretar o boxeador. O ator exibe boa atuação, assim como Oona Laurence. O longa-metragem é dirigido Antoine Fuqua (“Dia de Treinamento”) e o roteiro, assinado por Kurt Sutter (criador da bem-sucedida série de televisão “Sons of Anarchy”).

Na história de “Boxeador” não há nada de novo. Velho discurso do homem que saiu do nada, conseguiu fama, família, ficou fora de si e perdeu tudo. Precisa se redimir e encontra alguém disposto a apoiá-lo. Porém, os personagens e desenrolar dos fatos, mesmo que comuns, são bem executados. As questões sobre a raiva são interessantes: a necessidade de aprender a controlá-la, de deixar que o outro também sinta a raiva dele; de não misturar as duas. “O boxeador” é simples e coerente.

7/10

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