Ricki and the Flash: De Volta Para Casa

Apesar de os números musicais serem longos, parecerem intermináveis e com capacidade de durar menos, o filme cumpre bem o seu papel.

O filme gira em torno de Ricki/Linda, que abandonou a família com três filhos, um marido e – aparentemente – um cachorro. O motivo foi correr atrás do seu grande sonho: ser uma estrela do rock e ter sua própria banda. Ela conseguiu montar a sua banda e faz apresentações constantes, além de ser caixa em um supermercado e precisar constantemente forçar o sorriso e não constranger o cliente, como é sempre lembrada por seu superior – mesmo ganhando pouco mais que U$400 por semana como operadora de caixa.

Quando sua filha caçula enfrenta uma forte crise depressiva por causa de um curto casamento com traição e divórcio, Ricki entra em cena a pedido do ex marido, pai preocupado com o bem estar da filha, que está aos trapos. A chegada de Ricki na maravilhosa casa da família já é explosiva com um estouro da sua filha, deixando claro que ela a abandonou e que não é bem vinda. Mas tudo é contornado e ela se hospeda na casa da família. Maureen é a nova mulher da casa, que substituiu o papel de mãe e esposa que eram de Ricki, mas no momento da chegada da cantora, ela estava viajando.

Ricki consegue tirar a filha do quarto, das roupas desleixadas e do cabelo todo sujo e bagunçado. A leva para comer donuts – onde insultam um homem que se mete na conversa de ambas quando a filha confessa ter cometido suicídio. Elas vão ao salão juntas e ela realmente parece engajada em ser boa mãe.

Quando Maureen chega – uma mulher espetacular, em todos os sentidos -, ela já parte para o discurso passivo agressivo, e logo chama Ricki para uma conversa, onde ressalta que ela não é bem vinda e que abandonou os filhos sem pensar duas vezes e o quanto foi difícil criá-los com a sombra da mãe.

Os outros filhos de Ricki também não parecem muito confortáveis com a presença da mãe, um deles não a convidou nem para o casamento. Mas isso até o momento em que Maureen pede desculpas e envia uma carta com o convite. O companheiro de Ricki penhora a guitarra para que eles possam marcar presença no casamento de seu filho.

Então o filme é regado a muita música, a discurso feminista quando Ricki fala que “Mick Jagger tem sete filhos com quatro mulheres diferentes e ninguém nunca questionou sua paternidade. Que só com as mães a sociedade pega pesado e cria essa obrigação de renunciar o próprio sonho em função da família”. Ponto para o filme.

Além disso, o filme corre tranquilo e sem muitos sobressaltos. É muito interessante ver uma mulher independente, que apesar de todos os apertos é feliz e faz o que gosta. Além de exercer plenamente sua vida sexual e não ter vergonha disso.

O filme é ótimo para entreter e assistir em família, principalmente se os atritos forem muitos.

7/10

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