O Agente da U.N.C.L.E.

Se há um diretor pop que consegue unir todos os clichês dos filmes de ação em conjunto com uma sequência de cenas absurdas e diálogos expositivos e ainda sim conseguir com que tal obra além de ser bem aceita pelo público vire uma marca autoral do diretor, esse alguém é Guy Ritchie.

Ritchie é famoso unir uma trama genérica com um visual arrojado que inclui belas sequências em câmera lenta, uma montagem muito bem feita, que não deixa o filme se perder em momentos reflexivos que não servem a história, além de uma trilha sonora bem colocada. Mas muitas vezes acaba se perdendo no tom, ora deixando seus similares a uma comédia pastelão, ora deixa deixando o clima sombrio e depressivo. Desde seu penúltimo trabalho para o cinema Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (2011) percebeu-se que ele foi ficando mais relaxado e deixando tudo a cargo dos efeitos visuais e dos diálogos, e infelizmente O Agente da U.N.C.L.E. deixa isso bem claro.

Na trama: dois agentes de países rivais Solo (Henry Cavill) dos EUA e Illya (Armie Hammer) da Russia, são forçados a trabalhar juntos para recuperarem um disquete de computador que contém a fórmula para uma bomba nuclear, para isso, precisam da ajuda da misteriosa Gaby (Alicia Vikander) que é o contato mais próximo do cientista que desenvolveu o projeto.

Dotado de boas cenas de ação (como já esperado) além de um rico designer de produção, o O Agente da U.N.C.L.E. tropeça numa má exploração do elenco masculino, Cavill não consegue sustentar o ar de James Bond que seu personagem requer, assim como Armie Hammer encara um russo muito mais contido do que o esperado, não há química alguma entre os dois, mas isso é um ponto favorável a trama, há também a participação de Hugh Grant ( o queridinho dos ingleses) que esta lá apenas para preencher o um nome famoso a mais no cartaz.

Se há críticas negativas para o elenco masculino o mesmo não pode se dizer do feminino, Alicia Vikander e a vilã do filme Victoria (Elizabeth Debick) roubam a cena, ainda que seus personagens não desenvolvam uma relação de proximidade durante o filme, percebe-se que dariam uma excelente dupla.

O Agente da U.N.C.L.E. é cheio de inconsistências, mas é divertido, faz uma boa paródia aos filmes de espião, além de ser estiloso, espera-se que Guy Ritchie volte a entregar pérolas como Jogos, Trapaças e dois Canos Fumegantes e Snatch: Porcos e Diamantes.

6\10

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