Quarteto Fantástico

Quem se lembra de Poder Sem Limites (2012), um filme independente inspirado em Akira, dirigido por um desconhecido que deixou sua marca estampada, deu pulos de alegria ao saber que ele foi chamado para salvar o quarteto fantástico mais uma vez das mãos do destino, mas não o Victor von Doom e sim o destino do fracasso nos cinemas, pois até então três tentativas já haviam sido feitas, e apesar do sucesso comercial de uma delas, passou longe da aceitação dos fãs. Josh Trank foi recrutado parar salvar a família dos quadrinhos contra a ameaça dos haters, e não parece ter sido uma tarefa fácil.

O gênio da ciência Reed Richards (Milles Teller) é convocado pelo cientista Dr. Franklin Storm (Reg E. Cathey) em conjunto com sua filha Sue Storm (Kate Mara) para trabalhar num experimento que permite viagens interdimensionais. Reed aceita fazer parte do projeto ao lado também de Johnny Storm (Michael B. Jordan) e o Victor Von Doom (Toby Kebbell). O projeto é concluído com sucesso, mas movidos pela curiosidade de viajar para outro tempo/espaço Reed, Johnny, Victor e o melhor amigo de Reed, Ben Grimm (Jamie Bell) realizam uma viagem para uma dimensão desconhecida, lá acabam sofrendo um acidente que afeta Sue Storm também, dando-lhes superpoderes. Porém, Victor usa seus dons contra os amigos e a terra, cabe ao Quarteto conter a ameaça.

Bem, temos ai uma trama de Super-heróis padrão e nada empolgante, não fosse à força que Josh Trank obteve com seu longa passado e as entrevistas que deu contando suas inspirações para o filme, como David Cronenberg, o quarteto seria até o dia de sua estreia um filme marcado pelo ódio. Mas Trank conseguiu depositar esperança num público pessimista, que infelizmente não foi recompensado.

Quarteto Fantástico comete todos os erros que um filme super-herói e ficção cientifica jamais devem cometer. Ele é rápido demais pra desenvolver seus personagens e longo demais para explicar algo tão irreal quanto à máquina desenvolvida. Cai em clichês absurdos como a morte de um membro querido que serviu apenas para unir o grupo. Milles Teller é quem segura melhor o filme, com seu Reed que se mostra o tempo todo confuso apesar de toda sua inteligência, mas sabe se impor como líder quando preciso. Victor Von Doom pareceu ter tanta presença quanto o Galactus do filme de Tim Story.

Repletos de efeitos visuais que vão do “desnecessário até o funcional” e nada, além disso, o filme não encontra seu tom, não sabe quer ser dark sci-fi, super-herói ou pipocão dos anos 80. Não sei o futuro da franquia, mas Josh Trank tem um potencial que claramente não foi aproveitado nesse filme, e ele merece uma nova chance.

5/10

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