Homem-Formiga

Existe uma quantidade absurda de filmes sendo produzidos que se passam dentro do universo Marvel. Todo ano títulos e títulos são lançados criando um ciclo interminável de filmes que geralmente se associam aos gêneros aventura-comédia. A base de fãs dos super heróis retratados, além do público geral, permanecem interessados em todos esses investimentos devido a fórmula extremamente eficiente que a Marvel busca nos diretores de seus filmes, que envolve um senso de humor leve e autoreferencial misturado com cenas CGI rebuscadas e épicas, produzindo entretenimento fácil e eficiente.

O que vos fala não busca discutir o mérito dessa fórmula e dessa situação dentro do contexto da produção cinematográfica contemporânea. Diretores como Joss Whedon talvez sejam o grande motivo do êxito de filmes como Vingadores. Diretores apaixonados pelas histórias que estão contando, o que permite uma aproximação ao conteúdo dos filmes mais focada nos fãs. E como os fãs são um publico fiel e financeiramente capacitado, tudo vai bem.

Mas, não se trata de discutir a validade dessa situação. A questão é que Homem-Formiga é um filme divertidíssimo. Com deslizes, claro. Mas divertidíssimo,  justamente por apresentar todos os elementos que são característicos de uma produção atual da Marvel. Nada mais, nada menos. Um bocado de charme, autodepreciação e cenas de ação incrivelmente criativas tornam Homem-Formiga um filme digerível ao extremo, quase como um passeio num parque numa manhã de domingo ensolarada, mas não tão ensolarada a ponto de irritar seus olhos.

Paul Rudd se revela um protagonista carismático, com companheiros profundamente esteriotipados, e com um drama familiar padrão. Os eventos que acarretam sua transformação no Homem-Formiga oscilam entre o absurdo e o vagamente crível, fato que passa ileso pelo julgamento do espectador por SE TRATAR DE UM FILME DE SUPER HERÓIS. Sinceramente. Ao entrar no cinema, o que você espera? Homem-Formiga, apesar da previsibilidade de seu roteiro e personagens,e conclusão tipicamente adiantando uma sequência (isso tem me incomodado profundamente), tem um coração. Paul Rudd e Michael Douglas dão vida ao filme de uma forma satisfatória. Talvez sejam eles o verdadeiro trunfo do Homem-Formiga.

6/10

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