A Incrível História de Adaline

Se você já leu “O Retrato de Dorian Gray” e gostou, provavelmente vai amar esse filme. Ele não se aprofunda tanto na questão filosófica que o livro citado, mas é um romance de época bem ambientado e que vale a pena dar pelo menos uma chance. Se você gostou de “O curioso caso de Benjamin Button”, provavelmente gostará deste filme também.

A trama gira em torno de Adaline Bowman (Blake Lively), que nasceu na virada do século XX, em 1908. Ao sofrer um acidente de carro, ela sobrevive e passa a não envelhecer mais, ficando com a aparência de seus 29 anos até os dias atuais. Sua vida acaba sendo muito solitária, apesar de ter uma filha que sabe do seu segredo, porque ela tenta não criar laços com nenhuma pessoa para manter o seu segredo a salvo e não ser alvo de atenções indesejadas.

O narrador acerta o tom e conduz a história de forma leve e quando menos se espera você já está envolvido com o desenrolar dessa história que atravessa os tempos. O narrador dá até a explicação científica dos motivos pelos quais Adaline adquiriu essa condição de não envelhecer.
O figurino é impecável e o estilo retrô de Adaline está maravilhoso. Os penteados sempre estão coerentes com as épocas e a ambientação do filme é realmente muito bonita e bem simples, sem grandes efeitos especiais (a não ser a cena do acidente de carro).
Blake Lively está deslumbrante durante o filme todo, com uma elegância invejável e um armário vintage fabuloso.

Os flashbacks não empacam o andar da história, que até andou rapidamente para um romance, ainda mais com as complicações e os segredos de Adaline – que vive com a identidade falsa a cada década, na atual ela vive como Jenny.

A relação de Adaline com sua filha é de partir o coração. Ambas muito unidas desde o começo da trama, mesmo com os empecilhos que impedem Adaline de ter uma vida normal ao lado da sua filha, que nos dias atuais já é idosa. Lembra um pouco a relação do Dr. Henry Morgan no seriado Forever com Abe (vale a pena ver a única temporada do seriado se você gosta desse tipo de trama).

A dor de Adaline de não poder conduzir sua vida criando laços afetivos é impressionante, já que ela tenta passar desapercebida em fotos, no cotidiano e tenta levar uma vida simples e se adaptando ao mundo em que vive (ela usa celular sem nenhum problema!).
Outro ponto interessante que foge dos padrões de amorezinhos de cinema, é que ao receber um presente de seu amado Ellis, Adaline não recebe flores e sim livros com nomes de flores. Achei que valia a pena comentar, apesar de 50 tons de cinza ter usado o mesmo artifício.

As mulheres do filme são bem fortes e independentes, mesmo se tratando de um filme também de época. Quem mais sofre por amor, nesse filme, são os homens. O pai de Ellis, por exemplo, é um romântico nostálgico, que lembra do passado e se comove a ponto de ficar desnorteado. Ellis também é um romântico incorrigível. Vale a pena citar que Ellis é um filantropo, o que não é novidade para quem está acostumado com romances.
Apesar de ter um grande segredo, Adeline conhece Ellis Jones (Michiel Huisman) e descobre que por algumas pessoas vale a pena revelar sua história.

7/10

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