Mad Max: Estrada da Fúria

Após longos anos de espera, desde o não tão bom assim Mad Max – Além da Cúpula do Trovão (1985), George Miller resolveu tirar férias do caótico mundo de Mad Max, para o acolhedor mundo das comédias, mas Miller percebeu aos 70 e poucos anos, que o sangue com gasolina ainda corre nas suas veias.

E já contrariando o famoso tema cantado por Tina Turner “We Don’t Need Another Hero” sai Gibson e entra um novo herói Tom Hardy assumindo o V8 de Max. Na companhia da Furiosa (Charlize Theron) que tenta resgatar um grupo de jovens mulheres escravas parideiras do poderoso Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne) e seus Warboys.

Mad Max chega pisando fundo e deixando poeira pra quem fica ele não perde muito tempo em contextualizar a atual situação da terra, pois nem os próprios habitantes sabem ao certo que foram os responsáveis e como tudo aconteceu. A direção de Miller é rápida e precisa, assim como as perseguições, ele conduz um show a sua antiga maneira. Max não só resgata o espírito nostálgico dos clássicos oitentistas como também dá margem para um novo cinema de ação desenfreada, coisa que não víamos há anos.

Com pouquíssimos diálogos e belos planos, Miller prova que não é preciso frases de efeitos ou sentimentalismo exagerado para nos atingir. E deixa claro que ainda diante do caos e de toda a maldade humana, a mesma vontade que destrói pode ser transformada na vontade que salva.

8/10

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