O Sétimo Filho

Baseado na obra “O Caça- Feitiço” de (Joseph Delaney) O Sétimo Filho é mais uma das tentativas falhas de se adaptar Best Sellers fantásticos para o cinema com intuito de fazer com que o último livro seja dividido em dois filmes.

A trama narra à aventura do Caça-Feitiço John Gregory (Jeff Bridges) que precisa enfrentar uma antiga ameaça à feiticeira Malkin (Julianne Moore) que matou o aprendiz de Gregory e ameaça envolver o mundo em trevas. John agora precisa treinar um novo aprendiz: o sétimo filho de um sétimo filho Thomas Ward (Ben Barnes) e juntos, derrotarem a ameaça.

Após o sucesso da franquia Harry Potter ficou cada vez mais evidente a tentativa de se adaptar livros de fantasia para o cinema na busca do mesmo sucesso, alguns resultam como (Jogos Vorazes, 2012) ou (Divergente, 2014), outros fracassam antes mesmo de uma segunda chance (Belas Criaturas, 2013 Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos (2013). É provável que seja esse o caso de O Sétimo Filho que saiu pelas mãos do russo Sergey Bodrov indicado ao Oscar pelos filmes (Prisioneiro das Montanhas (1996) e O Guerreiro Genghis Khan (2007) é perceptível por ambos os filmes as habilidades que Bodrov possui ao contar histórias sobre épicos e suas grandiosas batalhas, um nome de peso que possivelmente por alguma divergência – seja falta de liberdade criativa ou desconforto com a história rendeu em uma direção medíocre, onde nem mesmo atores de peso como Bridges e Moore conseguiram arrancar um voto de confiança em seus personagens.

As falhas do filme não são técnicas, pois há uma preocupação em adaptar bem as criaturas mágicas bem como ambiente que elas vivem, há boas transformações e lutas que chegam a ser aceitáveis, mas parece não haver diálogo, não haver mitologia e coisas que diferenciem a fantasia das demais. A tentativa de romance tão falha quanto à história da rixa que tentam colocar entre Malkin e Gregory.

O filme parece que nasceu morto, pois nem o trailer surtiu impacto. Não aprenderam com (Eragon, 2006 ou os clássicos Dungeons & Dragon, 2000/2005) que nem só de criaturas místicas se sustenta um filme, deveriam voltar aos tempos de (O Feitiço de Áquila, 1985) e aprender como se une o romantismo e a magia antiga.

4/10

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