Interestelar

Um dos cineastas contemporâneos mais aclamados pela cultura pop, Christopher Nolan fez sua carreira revivendo o personagem Batman no cinema, após o longo período em hiato que o herói ficou após o filme de 98. Nolan adotou um estilo peculiar de filmagem que consiste em juntar algo extraordinário como um herói mascarado numa realidade urbana e cética, sem quaisquer vestígios de atividades sobre-humanas. E assim chegou ao topo de sua carreira com uma visão formada por críticos e espectadores.

Quando saíram as notícias de que o próximo filme de Christopher Nolan abordaria o desconhecido mundo dos “buracos de minhoca” os fãs foram ao delírio, mas após uma longa espera, Nolan nos entrega o que sabe fazer: um espetáculo visual e uma história simples, cheias de pistas e cheia de reviravoltas que fazem soar como inteligente.

Por trás de um nome só nos holofotes, está o irmão de Christopher, Jonathan Nolan, que parece levar créditos apenas do irmão que o cita em entrevistas. Sempre movidos por alguma perda, seus personagens parecem que nascem com uma única missão, e ao fim dela suas vidas se tornam uma incógnita.

Não é diferente em Interestelar, que nos apresenta um mundo onde a escassez de comida força mais da metade da população terráquea restante a tornarem-se fazendeiros, o mundo fechou os olhos para a ciência e busca apenas uma forma de se adaptar ao caos. O fazendeiro Cooper (Matthew McConaughey) encontra por meio de mensagens desconhecidas enviadas a sua filha Murph (Mackenzie Foy/Jessica Chastain) coordenadas que o levam a uma instalação subterrânea da NASA, onde descobre um plano que visa explorar buracos negros em busca de um planeta em condições de fauna e flora similares a da terra. Com ajuda da cientista Amelia (Anne Hathaway) e seu pai Professor Brand (Michael Caine) Cooper, Amelia e uma pequena equipe partem em direção ao buraco negro em busca de salvação para a terra.

Dotado de um espetacular e realista visual, acompanhando pela maestria trilha sonora de Hans Zimmer, não há como ficar inebriado com a qualidade dos filmes de Nolan, que arrancam suspiros dos fãs. Talvez por isso ignorem defeitos básicos que ele vem acrescentando cada vez mais em suas produções, um deles é o excesso de diálogos expositivos, o diretor parece não acreditar na sua capacidade de informar a situação e os sentimentos para o expectador sem o uso de palavras, talvez por isso não tenha suas indicações a prêmios pouco o inclui como melhor diretor. O diretor também tem o habito de abusar de trilhas sonoras, o que ajuda na composição da cena, mas novamente, tira sua chance de si provar como diretor.

E assim Interestelar segue como um filme futurista baseando se numa estrutura de roteiro do passado, com suas reviravoltas, seu final dúbio e efeitos visuais espetaculares que contribuem tanto com a trama que nem é necessário ter atores de calibre nela.

6/10

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