Drácula: A História Nunca Contada

O pai dos vampiros parece que nunca mais retornará aos dias em que seu sono tinha promessa de ser eterno, pois desde que despertou nos livros de Bram Stoker, jamais pôde descansar novamente, graças às inúmeras histórias que o tem como personagem principal. “Drácula: A História Nunca Contada” do novato Gary Shore promete reinventar a criação de uma lenda que parece clamar pelos dias de glória quando o conde era apenas um vilão charmoso e que tinha como único inimigo o caçador Van Helsing.

Dentre tantas lendas e mitos adormecidos no cinema, o iniciante Gary Shore foi escolher justamente colocar suas mãos em um território instável, como é atualmente a fase dos vampiros. Após as severas críticas que algumas franquias e reinvenções de fábulas sofreram mexer com coisa que já se foi estabelecida é brincar com fogo. Shore parte do principio real da guerra entre turcos com seu poderoso exército e armas, contra os transilvanios que ainda tentavam se constituir como população. Como trégua, os habitantes da Transilvânia forneciam aos turcos um determinado número de crianças, para que fossem treinadas como soldados e ajudassem na conquista de novos territórios, entre eles, estava aquele que iria se tornar o mais desbravador dentre os guerreiros Vlad Tepes (Luke Evans).

Vlad conquistou seu lugar como nobre, mas a guerra ainda continuava, e seu povo estava ameaçado, por isso, foi buscar refugio nas montanhas, onde habitava uma criatura demoníaca que o amaldiçoo pra toda a eternidade, tornando o vampiro que conhecemos hoje.

Certamente Shore tinha boas intenções ao tentar arriscar-se se metendo em território tão hostil quanto à lenda de Drácula, errou brutalmente ao começar tentando apresentar algo de novo que o público – ao menos os fãs de vampiro – não desejam saber “uma história nunca contada”, pois todos estão satisfeitos com a origem do vampiro, e transpor isso pra uma linguagem romântica adolescente é pedir pra ser crucificado. Shore deve ter realizado seu sonho de criança, mas tornou isso um pesadelo para adultos, mostrando não só o despreparo na direção, como com sua equipe de edição. Deixando os efeitos visuais e direção de produção tapar os buracos que deveriam ser preenchidos por um senso dramático do diretor.

Deixar que a banda sonora pontuasse cada sentimento que o espectador por si só é capaz de entender sozinho. E deixar que o ponto forte – que seriam as lutas – fosse o momento menos inspirador da história. Se um diretor como Gary Shore que só havia feito um curta-metragem conseguiu a chance de dirigir um blockbuster arriscado como esse, é porque algum talento ou contatos ele deve possuir, o que lhe dá a chance de demonstrar melhor seu potencial, desde que não tente ir como muita sede ao pote.

5/10

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