No Olho do Tornado

O sucessor de (Twister, 1996) vem com novas parafernálias tecnológicas e menos ecológicas para chegar ao pico do tão sonhado “olho do furacão”.

Um mesclado de decupagem clássica com falso documentário, “No Olho do Tornado” é o mais novo filme-catástrofe a demonstrar o poder incontrolável da natureza e como o ser humano se torna insignificante diante de forças tão além de seu alcance.

Os documentaristas caçadores de tornados liderados por Pete (Matt Walsh) e a responsável por interpretar os padrões climáticos causadores dos furacões Allison (Sarah Wayne Callies) estão prestes a presenciar um dos maiores eventos de suas carreiras, um imenso tornado está caminha em direção a uma pequena cidade onde vive o professor Gary (Richard Armitage) e seus filhos Donnie (Max Deacon) e Tray ( Nathan Kress) dá se uma corrida contra o tempo para salvar os habitantes da cidade, salvar a si mesmo e filmar toda a formação dos tufões até seu crescimento máximo.

Não há como deixar de comparar o filme atual de Steven Quale com o clássico de Jan de Bont: a premissa ainda é a mesma, os personagens possuem o mesmo propósito, mas os equipamentos são outros. Twister possuía uma mensagem mais ecológica, a principal máquina construída era feita com latas de refrigerante reciclada, a vibe de “No Olho do Tornado” puxa pela tecnologia, e o espírito de cineasta aventureiro que toma conta até dos caipiras em busca da fama na internet. As preocupações atuais são supérfluas, o futuro não parece mais tão incerto, mas é.
O personagem de Max Deacon precisa gravar um vídeo para a formatura, e como tema: o que você estará fazendo daqui a 25 anos? As respostas são vagas ou egoístas. Todos visam seu próprio bem,  ignorantes de que tudo pode acabar em um momento.

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Com roteiro de John Swetnam, que ainda não tem nada de significativo em sua carreira, No Olho do Tornado tem uma boa premissa por trás dos efeitos visuais convincentes mais ainda beirando o aspecto de filme B. Mas do que em Twister, a sensação de insegurança e adrenalina quando se está diante de um ciclone é mostrada de forma intensa.

Não fosse o velho tratamento de roteiro sem ambição dado aos personagens, que sempre precisam se render para alcançar o objetivo máximo, poderíamos ter um dos melhores filmes-catástrofes pra competir com as megalomaníacas produções de Roland Emmerich. Uma produção que não perde em nada sendo na composição dos efeitos ou da banda sonora, que não causa repúdio ou adoração, mas está ai, para quem quiser degustar, sem ter o sentimento de tempo e dinheiro perdidos.

7/10

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