As Tartarugas Ninja

Dos quadrinhos obscuros criados por Kevin Eastman e Peter Laird sobre uma Nova York dominada pelas gangues e o tráfico, mas protegida por quatro tartarugas adolescentes mutantes e ninjas e seu mestre: um rato altamente treinando na arte do ninjutsu, As Tartarugas Mutantes Ninja foram um enorme sucesso quando convertidas em uma simpática animação na década de 90 que além de vender inúmeros “bonecos de ação” nos trouxe personagens e expressões inesquecíveis, como o Michelangelo e seu famoso “cowabunga” ou o gosto pela pizza de queijo. Também trouxe vilões simpatizantes como o Destruidor e toda sua trupe.

Em 1990 ganhou seu primeiro longa-metragem em live-action com uma fantasia de tartaruga incrivelmente bem customizada para época. Um ano depois, veio à continuação “As Tartarugas Ninja II – O Segredo do Ooze”, que devido a queixas sobre a violência excessiva, foi rebaixado ao uso de coreografias medianas, roteiro confuso e uma participação do cantor Vanilla Ice e seu hit “Go Ninja Go”. Em 93 “As Tartarugas Ninja III” foi o último filme de um grande hiato que estaria por vir na história das tartarugas adolescentes

O produtor Michael Bay e o diretor Jonathan Liebesman – ambos com histórico pouco agradável aos olhos dos fãs – foram os responsáveis por resgatar o nome das tartarugas, que estava imerso em games e animações de CGI, adicionando um pouco da velha escuridão que habitava os quadrinhos antigos.

Quando a repórter April O’Neil (Megan Fox) flagra uma falha tentativa criminal do “clã do pé” ela se torna o principal alvo dessa organização criminosa liderada pelo misterioso Destruidor (Tohoru Masamune) resta aos guerreiros adolescentes Rafael (Alan Ritchson) Leonardo (Pete Ploszek) Michelangelo (Noel Fisher) e Donatello (Jeremy Howard) sob o comando do Mestre Splinter (Tony Shalhoub) encarregar-se da proteção de O’Neil.

Entre o carnaval de planos e câmeras tremidas que permeiam as produções de Michael Bay, Jonathan Liebesman soube por um freio e dividir bem o espaço da tela entre heróis e vilões brigando ainda que se trate de tartarugas parrudas e um samurai robô, é possível crer na ação retratada sem que seja necessário apelar para um realismo de renderização. A fotografia escura, os planos muito abertos ou muito próximos facilitam o nível de detalhes a se aplicar.

A interação entre das tartarugas é o ponto alto do filme, com seu gosto pela cultura pop, e artes marciais, elas criam facilmente um vinculo com o público jovem e os fãs das antigas, a interação entre os atores é o suficiente para encobrir a as aparições medianas de April O’Neil que tem uma participação maior dessa vez. Com um repertório limitado de piadas, o filme se sustenta muito mais pelo espírito saudosista proporcionado do que pela trama em si. Apelado para um roteiro clichê com diálogos expositivos e participações que ainda não demonstraram sua real importância como o cientista Eric Sacks (William Fichtner) possível candidato a vestir o manto do Destruidor e o repórter Vernon Fenwick (Will Arnett) – o alivio cômico-.

Para alívio dos fãs, as tartarugas não são alienígenas. São mutantes e adolescentes da geração Y, possuem os mesmos conflitos e vícios dessa geração e conseguiram provar que seu retorno pode trazer boas sequências.

6/10

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s