Planeta dos Macacos: O Confronto

Passados 10 anos após o vírus que dizimou mais da metade da população terráquea em Planeta dos Macacos: A Origem, 2011 os poucos sobreviventes a ameaça agora travam uma batalha contra a escassez de recursos necessários para se manterem resistentes. Enquanto isso, do outro lado da cidade, Caesar (Andy Serkis) mais velho e experiente, transformou sua casa num lar para uma nova civilização e aos poucos se transforma no mesmo Caesar de A Conquista do Planeta dos Macacos, 1972.

Sem o personagem Will Rodman (James Franco) Caesar não possui mais nenhum laço com os humanos, mas ainda guarda uma afeição por eles, o que não é nada bem viste por metade de sua tribo, que se mantém leal apesar das decisões favoráveis aos humanos tomadas por Caesar. O diretor Matt Reeves joga com os dois lados da moeda, de um lado: os humanos agressivos e acuados diante de sua derrota perante a ameaça do vírus criada por eles mesmos e de outro: os macacos adotando cada vez mais características humanas, sobretudo a superioridade racial. O que deixa a trama como uma perspectiva interessante apesar dos poucos pacifistas dentro de cada grupo, tudo parece caminhar em linha reta para o mesmo futuro onde caiu o astronauta George Taylor na versão original de Planeta dos Macacos, 1968.

Reeves conduz de forma excelente do início ao fim do que pode vir a ser o confronto final entre espécies, desde as tentativas de acordo entre os dois lados, até a queda já esperada. De certa forma, ele consegue juntar todas as continuações passadas em um único filme, e se foi intimista ao dirigir Cloverfield, 2008 revelando aos poucos o monstro, aqui o diretor entra de vez na vida de ambas as ameaças, um trabalho incrível proporcionado pela evolução tecnológica que captou o que as mascaras não deixavam, a essência humana aos poucos se desenvolvendo nos macacos, e os humanos tornando-se cada vez mais primitivos.

Em tempos onde a mídia junto da publicidade cria propagandas “antirracismo” com o único intuito de elevar seu produto no mercado, sob o slogan de “somos todos macacos” isso cai perfeitamente dentro do rumo no qual o filme segue, mas de uma forma em que os macacos também caem na mesma armadilha de afirmar “somos todos humanos”.

Planeta dos Macacos: O Confronto é um dos raros filmes que conseguem ultrapassar a grandiosidade de seu antecessor, e mais raro ainda, por ser um reboot que deu certo, apesar do uso dos clichês e de uma trilha pouco convencional, é um grande passo para uma nova evolução no planeta das franquias.

8/10

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