Vizinhos

Quando se está em transição para uma nova fase da vida, é necessário ficar em paz consigo mesmo, e com os outros ao seu redor, tornando assim as experiências do passado, um aprendizado para conseguir tal maturidade requerida para encarar responsabilidades que quase sempre acarretam em decisões difíceis a serem tomadas. Ou, simplesmente pode-se continuar zoando com tudo.

O casal Mac Radner (Seth Rogen) e Kelly Radner (Rose Byrne) enfrenta a dura rotina  de se ter uma rotina. Ainda acostumados com o ritmo turbulento de sua adolescência até os dias de namoro, eles agora têm uma filha, uma casa e ele, um emprego, com direito a chefe tedioso e tudo mais. Ainda assim, dão seu jeitinho para manter o velho espírito jovial. Mas quando uma fraternidade liderada por Teddy Sanders (Zac Efron) muda-se para casa ao lado do casal; vão descobrir da pior forma que os dias de farra voltaram. Mas não para eles.

Vizinhos resgata um tipo de comédia universitária que estava sendo ofuscada por versões modernas como Projeto X (2012 e Finalmente 18 (2013) onde as piadas são focadas em sexo, drogas e bagunça. O filme consegue trazer à tona antigas questões que pareciam perdidas nas novas regras da vida adolescente: amizade, honra, legado e o medo do futuro. Lutando contra a nostalgia e a inveja pela grama do vizinho ser mais verde.

O diretor Nicholas Stoller (O Pior Trabalho do Mundo, 2010) que se encontra muito mais como roteirista, se mantém em seu gênero de dramédia, já que, assim como Judd Apatow (O Virgem de 40 Anos, 2005) humaniza seus personagens, tornando os mais próximos do espectador. Nicholas ainda precisa aprender mais, mas conseguiu um bom resultado trabalhando na amizade entre Teddy e Pete (Dave Franco), o casamento mal sucedido de Jimmy e Paula, e a relação nostálgica entre Mac e Kelly.

Ainda que longe de ser uma obra, o filme consegue ter seus momentos surpreendentes, e arrancar de Rose Byrne uma veia cômica adormecida. Vizinhos merece ser visto a gora, e daqui a alguns anos, para concluirmos que certas coisas nunca mudam, mas não é por isso que precisamos esquecê-las.

7/10

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