Transcendence – A Revolução

Anos atrás Isaac Asimov previa o impacto da inteligência artificial conectada a rede, criando uma espécie de supercomputador que seria capaz de educar como as escolas, mas que, ao invés do ensino coletivo, o faria no um-a-um – homem e máquina, aprendendo e compartilhando seus conhecimento, sem quaisquer divergências.

A incrível capacidade evolutiva do que temos hoje em relação épocas passadas é espantosa.
E geradora de grande curiosidade sobre seu rápido desenvolvimento e inúmeras possibilidades que isso acarretam. Um excelente material para pesquisa e imaginação que o diretor de fotografia e agora diretor Wally Pfister teve em mãos: conhecido por seus trabalhos com Cristopher Nolan, Pfister mirou alto como seu colega de trabalho, mas errou o tiro por falta de experiência. Seu filme Transcendence – A Revolução, fez jus a visão fotográfica espetacular de Wally, mas seu interior – que é o que importa, é vazio, como uma sopa de letras tentando formar uma frase, porém divida pelas ondas do liquido entre ela.

Em Transcendence Johnny Deep, entra em mais uma furada, dessa vez na pele do brilhante cientista Will Caster, criador de uma inteligência artificial com sistema de pesquisa de dados muito mais rápido e eficiente que o Google. Porém, após uma tentativa de assassinato causada por um grupo radical, Will é envenenado e começa a morrer aos poucos, mas sua esposa Evelyn Caster (Rebecca Hall) e seu melhor amigo Max Waters (Paul Betanny) começam um projeto particular com o intuito de transferir a mente de Will para o supercomputador num processo chamado de “transcender”.

Todos os elementos ideais para construção de um ótimo roteiro estão lá, mas, infelizmente, o novato Jack Paglen não soube dividir bem os atos.
Em determinado momento, o filme parece se tornar uma mescla de zumbis high tech controlados por um supercomputador que aparentemente começa a agir como o Hall 9000 (de 2001, Uma Odisseia no Espaço).
Temos 119 minutos nos quais praticamente nada acontece, com personagens descartáveis que apenas aparecem apenas para ser um plot point para alavancar um pouco a trama em meio a uma revolução cibernética que deixa a critério do espectador a difícil escolha de optar pela “cura” ou pela liberdade: uma interessante abordagem que nem de longe foi explorada tanto o quanto devia.

Todo um potencial desperdiçado num sci-fi tão crível, que poderia ser motivo de conversas e estudos, e que poderia profetizar um futuro não muito distante, assim como fez Asimov.

6/10

One thought on “Transcendence – A Revolução

  1. KARLA

    A obra conta ainda com Morgan Freeman, Rebecca Hall e Paul Bettany no elenco. Este thriller de ficção científica mais de 100 minutos, eu gostei. Transcendence é um filme estranho e muito futurista que eleva a curto prazo um futuro muito sombrio para toda a humanidade. A coisa interessante sobre este filme é o debate e o dilema moral que surge quando se discute os limites da ciência e tecnologia. Transcendênce é o primeiro filme que fez Wally Pfister, diretor de fotografia de quase todos os filmes de Christopher Nolan.

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