A Menina que Roubava Livros

“A Menina que Roubava Livros” dá início às adaptações literárias de 2014.

Na visão de um leigo sobre o romance de Markus Zusak: a adaptação de “A Menina que Roubava Livro”s foi minimamente composta para alegrar a visão dos fãs do livro. Cada detalhe de cenário e figurino da fictícia cidade de Molching, em plena Alemanha nazista parece ter tido um extremo cuidado para adequar-se a descrição da obra, fato que fora provavelmente adequado as exigência do iniciante diretor de cinema Brian Percival, acostumado a dirigir séries de TV onde o trabalho com cenários é tão cauteloso quanto, porém mais trabalhoso para estar à altura do orçamento mínimo em comparação ao de um longa metragem.

A história de Liesel (Sophie Nélisse) tem início quando em pleno o enterro de seu irmão mais novo (enquanto viajavam ela, sua mãe e o garoto, que não resistiu e morreu durante a viagem) Liesel obseva que o coveiro deixa cair um livro. Tomada pela curiosidade e sem saber ler, ela o apanha. Mais tarde, é levada até a casa do casal Hubermann (Geoffrey Rush e Emily Watson) onde um novo lar a espera.

Alguns anos se passam e Liesel, tendo conquistado um espaço em sua nova vida, tem uma curiosidade pela leitura que cresce cada vez mais, além de também ter despertado uma paixão em seu melhor amigo Rudy (Nico Lierschush).
Com o início da 2ª Guerra, seus pais adotivos abrigam secretamente em sua caso o filho de um antigo amigo de seu pau, Max (Ben Schnetzer) há quem Liesel lê os livros que rouba todas as noites.

Brian Percival conseguiu uma grande chance de levar seu nome ao topo: um livro famoso que emocionou tantos e com um elenco bem escalado, o que teoricamente, teria todas as chances de se tornar um dos melhores do ano, mas não é isto que acontece: adaptações são sempre perigosas, e mesmo que o cenário e os personagens estejam à altura da descrição do livro, há detalhes que precisam ser excluídos ou adicionados tanto para o público fiel a obra, quanto para os que nunca ouviram falar dela.

Novamente temos um filme que se preocupa mais em forçar um drama do que em se focar nos personagens: há tanto o que se explorar, mesmo que o foco seja na jovem garota, tudo parece jogado, tendo um potencial incrível a ser explorado. Fãs podem sair divididos entre amar e odiar, leigos podem sentir falta de um dinamismo melhor, e quem sabe, alguns minutos a menos, e uma trilha menos preguiçosa de John Williams poderiam fazer muito bem ao filme: no geral, temos um material muito rico, caindo nas mãos de um diretor mediano, que, talvez amadurecido com a experiência de mais alguns filmes, poderia ser melhor para uma adaptação como essa.

6/10

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