Questão de Tempo

Tim é um rapaz com um dom, e que apesar de sua visível imaturidade, aprenderá usá-lo da melhor forma possível.

O poder de viajar no tempo talvez seja um dos mais perigosos dons que alguém pode ter.
Há inúmeros fatores que podem afetar o contínuo do tempo-espaço. Decisões tomadas em momentos e de formas diferentes, que podem mudar toda uma série de eventos que deveriam seguir uma determinada ordem o é algo de extremo perigo e de resultados possivelmente catastróficos.

Tim Lake (Domhnall Gleeson) se encontra ema posição única; ao descobrir em seu aniversário de 21 anos através de seu pai (Bill Nighy) que possui a capacidade de viajar no tempo, Tim é advertido das possibilidades diante de si e do que isso pode lhe custar. Tudo o que ele precisa fazer é se trancar em um lugar escuro, fechar as mãos e mentalizar o momento para o qual deseja ir, para que seja transportado diretamente para lá e reescreva sua história. Mas Tim não quer mudar a história, ele quer uma namorada.

Através de um encontro literalmente às cegas, Tim Lake encontra seu par perfeito em Mary (Rachel McAdams), mas ao ajudar um amigo, salvando-o do fracasso, acaba perdendo-a e  tendo que usar e abusar de seu poder para (re)conquistá-la.
Uma mistura de “Efeito Borboleta”-(2004) com “Ruby Sparks – A Namorada Perfeita” (2012), onde os personagens passam mais tempo lidando com os erros de suas criações do que aproveitando seu dom, em “Questão de Tempo”, nosso “herói” enfrenta as consequências sem pestanejar, mesmo que isso altere uma parte de seu futuro, o importante é não mudar tudo o de bom que o ruivo Tim construiu.

Dirigido e roteirizado por Richard Curtis (Um Lugar Chamado Notting Hill, O Diário de Bridget Jones) , que entende bem o timing da piada, no filme o típico humor inglês é pontual, sem exageremos de atuação ou diálogo e tudo se concentra na face perdida do personagem. O filme carrega uma melancolia, mas seus personagens são atípicos e trazem uma carga natural de humor consigo, desde a irmã maluca de Tim, Kit Kat (Lydia Wilson) ao dramaturgo de forte personalidade Harry (Tom Hollander) o filme vai seguindo por caminhos onde a viagem no tempo é quase desnecessária, servindo apenas para reviver momentos saudosistas, e repensar algumas escolhas difíceis.

No fim, Tim Lake consegue nos provar que viajar ao passado pode ser usado ao seu favor sem que isso ele se torne um mártir no futuro, levando uma vida simples, sem preocupações demais ou ganância a viagem no tempo ajuda com um pequeno empurrão que desencadeará todo sua vida para algo melhor e merecido.

8/10

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