Cine Holliúdy

O Ceará orgulhosamente apresenta “Cine Holliúdy – O Cinema Nacional Contra a Indústria do mal”.

Há tempos esperamos sedentos por uma produção nacional que desbanque o estrangeirismo que toma conta dos principais circuitos no país, o pouco adquirido, vem de titãs como a “Globo Filmes” e suas comédias padronizadas aos moldes norte- americanos, ou de cineastas que já vem de uma longa carreira em construção erguendo-se aos poucos até conseguirem o reconhecimento merecido, tal como Kleber Mendonça Filho e seu famigerado “O Som ao Redor”.

Eis que surge de Fortaleza- CE, das memórias empoeiradas do dublê de filmes B de ação/professor de taekondo e atualmente cineasta, Halder Gomes, um filme sobre o filme; especificamente uma fita sobre a era de ouro dos cinemas no Ceará e de certa forma, em todo Brasil.

“Cine Holliúdy”, que em meio a forte concorrência de língua estrangeira, nos apresenta um novo idioma totalmente nacional, o “ cearês”, que a primeira vista, pode deixar o espectador confuso com a forma nordestina de comunicação, e por isso,  é inteiramente legendado e com um claro aviso de precaução ao forte conteúdo cearense. Claro que tudo não passa do marketing humorístico e típico cearense: responsável por grandes descobertas, algumas delas presentes no filme.

Francisgleydisson (Edmilson Filho) é um sonhador da 7º arte que tem a ambição de montar um cinema antes que as populares TVs gigantes invadam a cidade e tirem toda a magia da sala escura, Francis, junto de sua esposa Maria Das Graças (Miriam Freeland) e o filho Francisgleydisson Filho (Joel Gomes) partem para uma pequena cidade do interior, e lá encontram uma série de problemas e uma série de figuras icônicas da região. Derivado do curta-metragem “Cine Holliúdy – O Artista Contra O Cabra do Mal” de 2004, também de Halder, curta responsável pelo prenúncio do sucesso de Cine Holliúdy, 2013, que quando lançado nas locadora, bateu filmes como a continuação de Matrix; e agora seu sucessor arrebate “Wolverine – Imortal” e tira do topo das bilheterias “Titanic”, que se mantém na posição desde 1998.

A montagem problemática apresentada no filme, aliada a uma fotografia simplória, -porém bem colorizada- não consegue tirar a pureza da história, pelo contrário, às vezes até ajuda a ambientar melhor, principalmente nos sonhos alienados de Francisgleydisson, onde ele e seu filho são aventureiros, lutadores de Kung-Fu que brigam com ETs.

Um belo filme exemplo, que emociona pela história por trás de sua história. Mesmo renegado pelos grandes festivais nacionais, Cine Holliúdy representa uma vitória real, maior ainda pra quem sabe o desfecho filme. E no refrão da música de Odair José que permeia a história “Vamos fazer dessa noite, a noite mais linda do mundo” é que o diretor Halder Gomes e a distribuidora Downtown Filmes comemoram uma vitória para o cinema.

7/10

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