Invocação do Mal

Os filmes de suspense/ terror da última década, principalmente os asiáticos, se diferem dos filmes clássicos pelo excesso cenas curtas que conduzem o espectador ao suspense, a um ápice de tensão e são finalizadas por um “susto” costruído, principalmente, pela trilha sonora. Eu, que gosto muito de filmes de terror trash, zumbis e sangue, saí do cinema com as pernas tremulas após tantas cenas de tensão arquitetadas pelos roteiristas Chad e Carey Hayes e bem executadas pelo diretor James Wan.

A história do filme, baseada em “fatos reais”, é de uma família que compra uma casa, e após a mudança, começam a sofrer com as ações de uma presença sobrenatural no local. Paralelamente, o casal de “caçadores de fantasmas” Ed e Lorraine Warren, ela uma medium (Vera Farmiga), e ele um demonologista (Patrick Wilson) são apresentados enquanto investigam um caso de possessão envolvendo a assustadora boneca Annabelle.

Contextualizando a seriedade do casal de investigadores, o diretor insere cenas de palestras e de casos investigados, e teoriza como funciona e como evolui o “relacionamento” dos fantasmas, entidades, ou demônios que se alimentam do medo das pessoas. Os clichês como sentir ser puxado pelos pés, o sonambulismo, marcas e hematomas misteriosos no corpo, o comportamento alterados dos animais domésticos,  fazem a ligação da ficção com o cotidiano real do espectador.

E a única forma dos protagonistas se livrarem desses seres e salvar a vida da vítima de possessão é através da religião e do exorcismo, um caminho encontrado pelos roteiristas que é mais original do que a salvação pela fé em Deus. Os roteiristas/diretor inserem pequenas cenas ao longo do filme sobre a ligação de amor entre a família, principalmente entre mãe e filhos, que é o conflito principal de “Invocação do Mal”. A causa, ou a explicação no desfecho dos acontecimentos não é muito convincente, ou não foi bem desenvolvida, talvez por tentar ser fiel aos “fatos reais”.

A direção de arte é realista e bem ambientada aos anos 70. Cheia de objetos cênicos bem característicos, como a caixinha de música usada para ver um dos fantasmas.
A trilha sonora é fundamental para qualquer filme, principalmente os de terror e suspense, que a utilizam conduzir a atenção do espectador e supreendê-lo nos momentos de ápice. Joseph Bishara  insere músicas nos poucos momentos de tranqüilidade do filme, que se destacam e abaixam o nível de adrenalina da narrativa, como “Time of Season”, do The Zombies; “Sleep Walk”, de Bette Anne Steele; e “In the Room Where You Sleep”, do Dead Man’s Bones (Banda de Ryan Gosling e Zach Shields).

6/10

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