O Ataque

Cortes rápidos, explosões, e tiroteios nos filmes não me impressionam, mas, algo nos filmes de Roland Emmerich me atraí. O diretor de “Soldado Universal” (1992) , “Independence Day” (1996), “O Dia Depois de Amanhã” (2004) e “2012” (2009), sempre apela para os temores da humanidade explícitos nos roteiros de seus filmes, cada um em sua época específica.  Abraçando as paranóias coletivas, e fazendo uso de clichês, o diretor alemão cria filmes de entretenimento que conseguem fisgar o espectador, (mesmo os mais lúcidos), que desenvolvem empatia pelos protagonistas (heróis) e se deixam envolver no drama que sabemos que terá um final feliz.

Em “O Ataque” o temor do momento são os ataques terroristas e o envolvimento dos EUA em conflitos do Meio Oriente. Ainda que a ameaça venha de um fonte diferente da habitual, os protagonistas e a história do filme apresentam uma moral patriota que visa fortalecer o espírito americano de invencibilidade.
Nós, brasileiros, criados vendo a Sessão da Tarde e consumindo em enorme quantidade de produtos americanos, estamos muito bem familiarizados com este sentimento de patriotismo americano exacerbado, portanto conhecemos a mentalidade que gera e é desenvolvida por este tipo de história.

O filme se desenvolve em uma visita a casa branca, onde John Cale (Channing Tatum), um veterano da guerra do Afeganistão, ao conseguir uma entrevista de emprego, leva a filha de 11 anos aficcionada por política (hahaha) para uma visita. Em meio ao tour, a sede do governo americano é atacada e ambos ficam presos.
Surge então o herói improvável, que não conseguiu a vaga no serviço secreto americano, mesmo sendo entrevistado por uma conhecida (Maggie Gyllenhaal), mas termina o dia salvando o mundo.  O interessante no filme é o cotidiano da casa branca, o funcionamento, a história, e seus segredos que são desmistificados no filme. O mais divertido nesse tipo de blockbuster é ver personagens tipicamente americanos, exercendo suas típicas funções. Ao menos nesse ponto eles sabem se criticar. O roteiro possuí várias falhas, a pior delas sendo a falta de um sentido verossímil ao atentado.

O excesso de armas, bombas  e acidentes com veículos são a base da maioria dos filmes de ação, logo. quem gosta não vai se decepcionar. Explosões de bombas, demolição de prédios, queda de helicópteros, tiros de bazuca, luta corpo a corpo, queda de telhados, tiros de tanque de guerra, queda de avião, tudo em um só filme, no melhor estilo megalomaníaco de Roland Emmerich.

4/10


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