Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos

“Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos” tem vários elementos para ser interessante: magia, seres sobrenaturais, um clã descendente de anjos com poderes, armas legais, tatuagens, marcas na pele feitas como encantamentos de proteção e cura, atores lindos com sotaque britânico, então por que saí decepcionada do cinema?

O que falta no filme é intensidade, talvez a censura não permita já que a classificação indicativa do filmes é 12 anos. Intensidade na interpretação dos atores, a protagonista Lily Collins, Clary, embora muito bonita, não causa empatia e identificação no espectador. O protagonista (Jamie Campbell Bower) Jace também muito belo, concentra toda a sua expressão corporal nas suas sobrancelhas, deixando sua atuação no limite entre o cômico e o piegas.

Falta intensidade também no desenvolvimento do roteiro que é baseado no primeiro livro da trilogia, e insere vários acontecimentos que vão se desenvolver (provavelmente) nos outros filmes. Não li o livro que originou o roteiro e não sei se as roteiristas tiveram que resumir muito o conteúdo do livro, para caber no filme, um problema muito comum nas adaptações. O triângulo amoroso, não poderia ser mais clichê. O nerd perde sua garota para o garoto bonito que salva a vida dela. O desfecho do romance, vai além do clichê, beirando um final digno de novela mexicana.

Um destaque do filme são os personagens homossexuais, o mago Magnus Bane, que faz uma pequena participação no filme. Fico pensando nas intenções “holywoodyanas”  de inserir um personagem gay, se seria para promover a inclusão ou seria apenas para atrair a identificação desse público e atrair mais bilheteria.

A trilha sonora com músicas para público infanto-juvenil, composta por Demi Lovato (Heart by Heart), Colbie Caillat e outros,  talvez seja o que mais vai assustar ao espectador com mais de 21 anos.

A direção de arte do filme é um ponto positivo, os figurinos, maquiagem (tatuagens), cenografia, e a pós-produção. Os efeitos são realmente muito bons e pode se perceber uma influência do cinema de animação de Hayao Miyasaki, em uma das criaturas que aparecem logo no início do filme. Quem é fã do diretor japonês percebe a semelhança com as criaturas muito incomuns dos filmes do diretor. Não é a primeira vez que Holywood copia, quer dizer, é influenciada pelo oriente e nem será a ultima.

6/10

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s