O Último Exorcismo – Parte II

Sentindo uma ponta de esperança com as críticas positivas e medianas sobre O Último Exorcismo de 2010, Abalam (o demônio), resolve impor novamente sua “última” tentativa de nos assustar, aproveitando-se da boa vontade da linda Ashley Bell, para voltar com sua ótima atuação para a  pele de Nell Sweetzer; uma péssima personagem.

Tudo começou quando a onda dos found footage/mockumentary, ainda não havia se esvaecido por completo, o ainda iniciante diretor Daniel Stamm, juntou-se com os roteiristas Huck Botko e Andrew Gurland para trazer mais um filme de contorções e sangue, usando da velha técnica do falso documentário. A pequena cidade Ivanwood, foi colonizada pela religião e habitada por moradores nada confiáveis. É onde vivia a adolescente Nell Sweetzer que apresentava claros sinais de possessão por uma entidade desconhecida e que permanece assim, chamada Abalam.

Após um desfecho mediano que rendeu o mesmo em bilheteria e crítica, uma nova trupe de diretor (Ed Gass-Donnelly) e roteirista (Damien Chazelle) é chamado para dar continuidade à história de amor entre Nell e Abalam.

Dando continuidade aos acontecimentos anteriores, Nell vai parar em um centro de tratamento para garotas com históricos problemáticos: ela vive em uma casa com outras garotas e um psiquiatra (homem), recorda-se do passado, mas tenta ignora-lo. A entidade não a perturba mais, e Nell começa a fazer novos amigos e um possível namorado surge em sua vida. Mas Abalam (não se sabe bem o motivo), estava apenas dando um tempo para voltar com seus trotes de telefone e sustos baratos. Nell é avisada a todo o momento para não deixar que o demônio a seduza, mas o charme de Abalam é tão forte quanto o palpite do público de que o ela deixará seduzir-se por uma sombra desfocada.

Ashley Bell que conseguiu dar bons frutos de sua atuação – mesmo que não consiga passar por uma adolescente de 17 anos – aqui passa por uma transformação repentina que destrói tudo que seu personagem criou. Mas ainda consegue se destacar mais do que as atuações deploráveis e mal construídas dos personagens restantes.

A direção de Ed Gass-Donnelly apresenta os mais falhos clichês do gênero suspente/ terror, com sua câmera afastada, enquadramentos e atuações desnecessárias para criar um falso palpite no público e tentar afasta-lo da ideia de clichê para então seguir em uma direção oposta e ainda pior. Se Bela Balaz disse um dia que “Um bom diretor de cinema não permite que o espectador olhe a cena ao caso. Ele guia nosso olho inexoravelmente, de um detalhe ao outro, ao longo de sua montagem.”. Ed Gass-Donnelly constantemente guiava nosso olhar para elementos repetitivos e de mínima importância, quebrando qualquer regra básica de um texto fundamental escrito na década de 30. Ed tapa os intervalos de tempo do filme mostrando uma série de símbolos que parecem ter saído do seriado americano “Supernatural”.

Além do ritmo lento da edição, que acaba causando uma grande perda na maioria dos sustos; o som tenta compensar com um volume estourado que a nada mais serve, além de nos apresentar de antemão o próximo susto gratuito ou não.
O Último Exorcismo Parte II, nos deixa divididos entre um grande vazio que só pode ser preenchido com uma continuação exacerbadamente superior, ou, que dessa vez se cumpra as palavras do título, sendo esse realmente o último exorcismo.

5/10

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