O Acordo

The Rock; levando uma surra ou outra, pra variar.
Dirigido por Ric Roman Waugh, com Susan Sarandon, Jon Bernthal e Barry Pepper no elenco, o triller nos faz a velha pergunta de praxe hollywoodiana “Até onde você iria pra proteger sua família?” o escolhido para respondê-la, foi o ator conhecido por salvar as sequencias de ação de qualquer filme (Dwayne “The Rock” Johnson), um empresário de condições financeiras favoráveis, que tenta ao máximo se manter distante dos problemas, enquanto seu ingênuo filho caminha na direção oposta.

O mundo do dinheiro fácil é a forma mais atraente de se chamar atenção de um adolescente, mesmo quando as consequências podem ser fatais. O vislumbre de se tornar popular e não depender mais da família torna-se o motivo certeiro para não pensar duas vezes ao recusar certas propostas. Se você for pego e enquadrado em determinadas leis mais duras, a punição será severa, com mínimas chances de apelação, a não ser que você aceite contribuir com os policiais na captura de outras pessoas.
Foi assim que Jason Collins (Rafi Gavron) foi preso, logo quando estava dando um dos passos mais importantes na vida, a ingressão nafaculdade. Jason foi vítima de uma armação, criada por um “amigo”, também detido, que teria sua pena reduzida ao enquadra-lo.

John Matthews (Dwayne Johnson), seu pai, é dono de uma construtora, e quando se menos espera, vê-se infiltrado no mundo do tráfico frente a frente com os chefões do cartel, graças à ajuda de seu funcionário ex-condenado Daniel James (Jon Bernthal), Jonh precisa entregar um dos maiores traficantes da cidade, para que a pena de seu filho seja reduzida ao máximo, enquanto é direcionado pelo agente Cooper (Barry Pepper) e a promotora de justiça Joanne Keeghan (Susan Sarandon), Matthews irá se arriscar como nunca, e sofrer as consequências pelo filho que está por um fio na cadeia.

Apesar do ainda fraco nome de Ric Roman como diretor, percebe-se o salto que ele deu desde seu último longa (Felon, 2008), em O Acordo, Roman precisou antes de tudo, apagar a imagem de “The Rock” como o brutamontes especialista em ação, o que deve ter sido difícil também para o ator. Para isso, escalou Jon Bernthal (o Shane de The Walking Dead) para dividir as cenas de ação, o que funcionou bem: a química entre os atores bateu, mas ainda não foi o suficiente para convencer que Dwayne Johnson não daria conta do recado sozinho.

Roman tornou-se popular no mercado dos dublês, e trouxe para o filme toda magnificência nas cenas perigosas. Há uma das melhores cenas de capotagem feitas, com um caminhão em uma via expressa. O que incomoda é o excesso de câmera na mão – o que deixa com um tom mais amador – Sarandon e Pepper estão muito bem em seus papéis, mas talvez um tanto bonzinhos para o que deve ser o trabalho de uma promotora e de um agente federal.

O que chama atenção em primeiro momento no filme (e essa é a função) é a frase “baseado em uma história real”, que dobra qualquer impacto que as cenas possam oferecer. No caso de O Acordo, você acaba torcendo um pouco o nariz quando se vai de encontro com algumas cenas mais exageradas, mas aceita tudo – afinal – é Hollywood. E serve como uma boa chance de ver um pouco mais do potêncial dramático de Dwayne “The Rock” Johnson.

5/10

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