Chamada de Emergência

O novo suspense de Brad Anderson (Session 9, 2001), com Halley Berry, Abigail Breslin e Michael Eklund, nos mostra o dia-a-dia acelerado dos operadores do 911 (disk emergência), tema que é relativamente pouco mostrado nos filmes, e Anderson toma boas medidas para mostrar o trabalho de maneira correta, criando um suspense pungente seguido de uma trilha tênue e uma fotografia bem posicionada. O que é totalmente desmoronado no ato final da trama.

Com o roteiro de Richard D’Ovidio (13 Fantasmas, 2001), o filme foi além das muito baixas expectativas apresentadas, mostrando o trabalho de Jordan Turner (Halle Berry), que passa por um dos piores momentos de sua vida quando atende a ligação de uma garota pedindo ajuda para se livrar de um assassino que está tentando invadir sua casa, Jordan fica abalada com acontecimento por meses, e mal sabe que teria de passar por tudo novamente tendo que salvar a inocente Casey Welson (Abigail Breslin) das mãos do mesmo maníaco.

O filme começa muito bem. Com poucos minutos consegue-se estabelecer a relação de Jordan com seus colegas de trabalho, sua chefe e as pessoas que ligam, parando por um breve momento para dar foco ao romance de Jordan com um policial honesto e destemido. Os 94 minutos são bem divididos e corridos, intencionalmente para nos transpor melhor ao cotidiano agitado dos operadores.

Os problemas dão as caras quando nos aproximamos melhor do assassino Michael Eklund (Michael Foster), descontrolado e cheio de atitudes estúpidas para alguém com seu perfil, enquanto a pequena Casey Welson está presa no porta-malas do carro de Michael, e conversando pelo celular com Jordan, tudo parece caminhar para um bom, até ótimo thriller, mas então, o roteirista resolve humanizar o maníaco com características “hitchckockianas”, lembrando vários dos personagens de Hitch, principalmente Norman Bates de Psicose. Não bastasse só piorar a situação do vilão, Jordan resolve dar uma de detetive particular, o que foge completamente de quem seu personagem é, enquanto seu namorado policial segue pistas erradas.

A pequena Abigail Breslin sensível e assustada toma mais decisões mais apropriadas que os outros personagens, mas nem mesmo sua personagem das más decisões de Richard D’Ovidio, que foram salvas pela direção pontual de Brad Anderson, mas que ao final do filme, soa como uma história falsa, que tinha tudo pra ser grandiosa, e terminou decepcionante.

6/10

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