Amigos Inseparáveis

Não foi um filme como “Os Mercenários” que desta vez conseguiu unir dois grandes ícones do cinema que fizeram parte da infância de muitos cinéfilos, mas sim o desconhecido diretor e ator Fisher Stevens (Foi só um Beijo, 2002) que realizou a proeza de unir Al Pacino e Christopher Walken como dois amigos malandros de infância que se reencontram depois de 28 anos parar reviver seus dias de glória enquanto há tempo.

Após um longo período preso, o criminoso Val (Al Pacino) é enfim libertadodo e, do lado de fora, seu melhor amigo e parceiro de crime Doc (Christopher Walken) está a sua espera.
Também resgatando da monotonia o terceiro integrante do grupo, Hirsch (Alan Arkin), os três velhos amigos mergulham em um dia de aventuras e malandragens.
No entanto Doc recebeu à pior missão de sua vida; ele deve dar cabo de seu grande amigo antes das dez horas do dia seguinte ou sofrer as duras consequências de não fazê-lo. De mãos atadas e sem nenhuma alternativa, os três embarcam em uma noitada inesquecível.

Unir grandes atores nem sempre é garantia de ter um grande filme, mas há uma particularidade em “Amigos Inseparáveis” que o torna bastante agradável: o filme rapidamente mostra a que veio, sua intenção. No primeiro plano, quando vemos uma pintura do pôr do sol em uma ponte, algo que remete à calmaria, logo sabemos que o quadro foi pintado pelo personagem de Christopher Walken, e que aquele é seu mundo. Que mesmo sendo um criminoso durão, ele consegue enxergar a beleza e gosta de viver de forma tranquila, diferentemente de Val, que mal tendo saido da prisão, já quer extrapolar os limites de sua atual condição física. Apesar disso, ainda sim, há um grande respeito entre eles que impõe limites em suas decisões.

O que também torna o filme agradável é que logo de cara é construído (e muito bem) um elo de amizade entre os três personagens, principalmente entre Val e Doc. As situações cômicas pelo que eles passam conseguem sobrepor qualquer drama imposto pelo vilão Claphands (Mark Margolis). As cores do filme dão um tom melancólico, às vezes muito triste, mas a ótima química entre Walker e Pacino dribla esta melancolia, ou trabalhar com ela e provocar boas sensações. Claro, isso não torna o filme excelente, pois a trama demorar a avançar, e mesmo que ela tente por diversas a inserção de um tom mais sério, isso acaba passando despercebido.

Doc é um homem amargurado pelo passado. Sua única companhia enquanto estava longe dos amigos foi a jovem garçonete Alex (Addison Timlin) que tem uma grande importância em sua vida. Al sempre foi mulherengo, mas já não é o mesmo de antes e Hirsch , que foi casado por anos, é um homem solitário no final de sua vida. Até mesmo Claphands tem uma história triste.
Todos homens de meia idade sofrendo pelos atos passados, o que nos trás uma reflexão sobre o que fazemos com nossas vidas e de que jeito terminaremos, e o filme nos responde isso, de uma forma excepcional.

7/10

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