Duro de Matar: Um Bom Dia para Morrer

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Em 1987, entre Rambos e Exterminadores, surgia o policial John McClane de Nova York.
Ele não era dotado de muitos músculos ou ossos de titanium, mas era forte e resistente. Não tinha um arsenal pesado de armas, mas conseguia se resolver muito bem com uma semiautomática e algumas balas. Ele não lutava na selva, mas dava conta do recado. McClane transformou Bruce Willis em um astro e herói de ação, e agora retorna provando que até quem é Duro de Matar, têm seus dias de moleza.

Quem se lembra do policial John McClane dos anos 80, que corria de um lado para o outro, matando seus inimigos a torto e a direito, mas acima de tudo humano, sabe que cedo ou tarde ele não aguentaria mais aquela vida. O que seria perfeito para um final de franquia se não tentassem forçar um homem na casa dos 50 anos, há correr por ai derrubando bandidos e helicópteros com um carro, fugir de balas de metralhadoras e saur destruindo tudo emk outro país sem que as autoridades do local movam um dedo para pegá-lo. Quem se lembra do esperto John McClane de 20 anos atrás, ficaria envergonhado ao ver no que ele se tornou.

Na trama deste novo Duro de Matar, McClane (Willis), busca informações sobre seu filho Jack (Jai Courtney), com quem está brigado há anos, e após descobrir que ele está esperando julgamento por crimes na Rússia, parte sem pensar duas vezes ao seu resgate. Mas em meio a uma confusão, ele descobre que o filho é agente da CIA, e que ambos precisam proteger Yuri Komorov (Sebastian Koch), de bandidos em serviço de uma alta autoridade do país, issotudo enquanto resolvem suas pendências familiares.

Não há muito que se esperar de um novo filme da franquia, principalmente nas condições de Bruce Willis, então o melhor jeito é partir pros efeitos visuais, que já começaram a dar as caras desde Duro de Mata 4.0.
A intenção do novo filme, é lembrar-se do filho “esquecido” de John, já que a filha Lucy (Mary Elizabeth Winstead), foi lembrada no anterior, e avisar que os McClane são um legado: possivelmente tentando puxar um novo começo com 10 vezes mais destruição.

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O que ficou totalmente falho no roteiro genérico de Skip Wood e na fraca direção de John Moore, principalmente em tempos de “Os Mercenários”, é que o McClane que conhecíamos já não existe mais da mesma forma. Ele é lento, não pensa ou age mais como antes, indo mais por impulsos e experiência do que por planejamento ainda  tendo algo a oferecer, mas mostrando que toda sua esperteza foi substituída por um matador no automático, que sai atirando e destruindo tudo sem pensar em mais nada.

Jai Courtney, que apesar de possuir o porte ideal para um verdadeiro sidekick de Willis, não tem o carisma que Samuel L. Jackson e até Justin Long ofereciam bem, como alívio para a trama, que, aliás, é bem mal elaborada, com furos de roteiro, sem claras intenções, e com vilões que parecem ter surgido de um dos antigos filmes de 007. Sem mencionar as piadas dignas de vergonha alheia.
O que mais esse filme pode mostrar se não que é desnecessário, e o que sobra para o público se não a decepção, (e um pouco de emoção, pois as cenas de ação são bem feitas), e no caso de uma agradável bilheteria, esperar por mais continuações como “Duro de Matar: Morra Tentando”.

4/10

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