Fogo Contra Fogo

FirewithFire

Quando se fala de “Fogo Contra Fogo” o que logo se vem à cabeça é o popular filme de Michael Mann, de 1995. Mas as semelhanças entre os dois começam e acabam no título, pois quase nada se salva na produção.
Lançado direto em DVD nos Estados Unidos, é estranho ver um filme que não mereceu nem sequer ser exibido nos cinemas de seu país original, que tem um mercado dez maior do que o nosso, ter exibição tradicional no circuito brasileiro.
Felizmente é apenas no Brasil que os dois filmes tem o mesmo nome e este aqui só o recebe por ser a tradução literal do título original.

Quem se lembra de Josh Duhamel em “Transformers”, sabe do potencial que ele tem para filmes de ação. “Fogo contra Fogo”, no entanto não acrescenta nada ao gênero. Sendo um filme ruim que ainda desperdiça Bruce Willis como coadjuvante, tem vilões caricatos e apresenta um casal principal sem nenhuma química.

O bombeiro Jeremy Coleman (Duhamel), tem orgulho de seu trabalho, e é bom no que faz, até que presencia um assassinato que o coloca na mira do mafioso David Hagan (Vincent D’Onofrio). Coleman então é forçado a entrar para um programa de proteção à testemunha com ajuda do detetive Cella (Bruce Willis), no entanto David Hagan não vai a julgamento e ameaça a vida de Coleman, que decide caçá-lo com as próprias mãos.

Fica evidente para qualquer um que acompanhe os minutos iniciais do filme que o personagem de Duhamel não tem condições de se tornar de um dia para o outro um assassino profissional.
Mesmo com o (raso) treinamento aplicado por sua companheira, à agente federal Talia Durham (Rosario Dawson), não há como deter um vilão do cacife de David Hagan, ainda que diminuído pela interpretação fajuta de D’Onofrio. O filme segue por vários clichês, à medida que Jeremy avança em sua jornada, pessoas próximas a ele são feridas, e Willis mal se move para ajudar.
Um dos pontos altos do filme, bem executado pelo diretor David Barrett é uma sequência de violência gratuita, quando Coleman precisa torturar um capanga para conseguir informações, os cortes são rápidos, os vários planos mostram a distância e proximidade com que Jeremy vai aceitando sua nova condição.

David Hagan é o típico vilão de histórias em quadrinhos, cheio de tatuagens à mostra, jargões mafiosos e sempre subestimando o herói. Se D’Onofrio ao menos conseguisse transpor as feições de seu personagem em “Nascido para Matar” (1987), teríamos um vilão decente.
Talia mais atrapalha que ajuda, além de não ter nenhuma química com Coleman, o casal passa grande parte do tempo distante, enquanto o ex-bombeiro leva uma surra de uma gangue liderada por “50 Cent” que também odeia Hagan, mas não faz nada para ajudar Jeremy, sua parceira que fica perdida tentando encontra-lo.

Este Fogo Contra Fogo, não lembra em nada o “Fogo Contra Fogo” de Mann, que, aproveitando o  ensejo, merece uma reassistida para quem não o vê há muito tempo.
Quanto a Duhamel, é melhor que ele passe mais um tempo destruindo decepticons enquanto espera por uma nova chance, desta vez, quem sabe, nos cinemas.

4/10

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