Caça aos Gângsteres

GangsterSquad

O diretor Ruben Fleischer (Zumbilândia) trás sua versão “real” de Os Intocáveis, 87 do diretor Brian de Palma. Com um grande elenco nas mãos, Fleischer deixa escapar uma notória chance de elevar sua carreira, trazendo um filme previsível que mais parece uma sátira aos clássicos do gênero.

Na trama, desde que voltou da Guerra, o incorruptível policial John O’Mara (Josh Brolin), vê Los Angeles caindo sobre o domínio criminoso do mafioso Mickey Cohen (Sean Penn), mas tem suas mãos atadas pelo fato de Cohen ter várias das autoridades mais importantes da cidade em seu bolso.
É quando o Chefe de Polícia Parker (Nick Nolte), com a proposta de eliminar de vez o império do Cohen, seleciona O’Mara para a missão, o que o leva a montar um pequeno, mas confíavel esquadão para atingir este difícil objetivo. Além de Jerry Wooters (Ryan Gosling), seu colega de guerra e companheiro de distrito, O’Mara também conta com os policiais Max Kennard (Robert Patrick), Conway Keeler, Giovanni Ribisi, Coleman Harris (Anthony Mackie) e Navidad Ramirez (Michael Peña).
E em meio a tudo isso ainda há Grace (Emma Stone), a namorada de Mickey com a qual Jerry começa um caso (convenientemente) logo antes da formação do esquadrão.

GangsterSquadRyanEmma

Temos uma história toda montada, e já contada diversas vezes. O diferencial do roteiro de Will Beall estaria em sua tentativa de trazer um pouco de humor ao clima Noir da produção, o que não funcionou, já que a seriedade com que cada ator encarou seu personagem não deixou refúgio algum para a comédia. Talvez o mais caricato seja o personagem de Robert Patrick, um velho oficial e exímio atirador agora herói de histórias em quadrinhos.
Todos os estereótipos estão ali presentes: o galã que luta por amor, o policial que luta pela família, o bom e inteligente homem que deseja fazer o bem acima de tudo, o agente da lei criado nas ruas e que agora protege seu bairro e o velho de guerra acompanhado de seu aprendiz.
Tudo bem transposto, e provavelmente pelo esforço e carisma do elenco, o filme não se torna chato, apesar de clichê.

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O incrível visual de Los Angeles da década de 40 ajuda bastante na composição da história: a popular casa de shows, presente em qualquer filme passado nessa época esta lá, pronta para ser invadida por uma chuva de tiros de metralhadoras em slow motion a qualquer momento.
O figurino é perfeito para cada personagem e a arte também não deixa a desejar. A trilha sonora composta por Steve Jablonsky rompe com qualquer clima, por ser muito similar a do compositor Hans Zimmer, em “Batman: O Cavaleiro das Trevas”.
As perseguições de carro são um bom ponto a ressaltar, apesar de uma breve confusão de enquadramentos, ela mantém um ritmo certo, sem exageros ou decepções.

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Mas, o que realmente parece é que estamos vendo uma adaptação de uma história em quadrinhos, mesmo sendo baseado na história real de Mickey Cohen: pois os vilões tem péssima mira, apesar da quantidade superior de poder de fogo em relação aos heróis.
Em nenhum momento o bem se deixa levar por más intenções. O mafioso é sempre impiedoso, não parecendo ter qualquer resquício de humanidade presente. Em uma comparação a filmes atuais de gângsteres, este parece uma versão comportada do recente “Os Infratores”  do final do ano passado.

6/10

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