O Resgate

ResgateCage
Não é de hoje que Nicolas Cage já vem colecionando um fracasso atrás do outro. Sua carreira não é mais conduzida por uma escolha singular de filmes dos quais irá participar. Sua atual metodologia parece ser a de terminar um filme e já partir para o próximo de uma longa fila, pois, em teoria, sua presença em qualquer filme basta para chamar público, já que seu nome é reconhecido por no passado, ter construido uma carreira sólida. Quem agradece são os produtores, pela chance de tirar aquele roteiro barato do buraco e, com sorte, lucrar um pouco em cima disso.
Em “O Resgate” Cage é Will Montgomery, um exímio ladrão de bancos viciado em Creedence, que junto com sua trupe está pronto para um dos maiores roubos de sua vida, mas que não contava que a polícia estivesse vigiado seus passos. Will parte para a ação junto com seu melhor amigo Vincente (Josh Lucas), enquanto dois comparsas os esperam em um furgão. Tudo corre bem, até que Vincent tenta matar uma testemunha do roubo, e é impedido por Will, que atira na perna do amigo. Os parceiros restantes vão embora e deixam Cage a mercê da polícia, que após uma longa e desnecessária perseguição, o prendem.

Após oito anos, Will é libertado, e tenra começar uma vida nova , mas pontas soltas de seu passado o perseguem o e ele precisa voltar a ser quem era para salvar a vida de sua filha sequestrada. Com o fraquíssimo roteiro assinado por David Guggenheim, (Safe House, 2012), “O Resgate” é terrivelmente previsível, além de cometer o erro de copiar o estilo de filmes de espionagem, a começar pela introdução tipográfica que parece ter saído diretamente de Jason Bourne, possui uma montagem apressada, que tem o intuito de mostrar um ambiente hostil e monitorado, que não convém com o ritmo do filme, e nem mesmo com o a lentidão de Cage.

Além de uma trilha enjoativa e caricata a lá Get Smart, temos um dos piores papéis na carreira de Josh Lucas, um vilão pretensioso e engraçado, que não impõe medo ou qualquer sentimento que ajude na integração de seu personagem.
A direção é de Simon West (Mercenários 2), que cumpriu bem seu papel nas cenas de ação: todas são bem moderadas, e dão uma grande ajuda no decorrer da história.
Enfim: o filme não é de todo mau, tem seu público e cenas engraçadinhas, mas só não vale um ingresso inteiro.

4/10

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