O Último Desafio

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O Último Desafio é o primeiro filme que Schwarzenegger protagoniza em quase uma década, desde (pasme!)  “O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas” de 2013. Claro, antes disso ele esteve em ” Os Mercenários 2″, mas por mais explosivamente grandioso que o filme tenha sido, ele era apenas um dos muuuitos protagonistas da continuação da orgia bélica promovida por Stallone, seu mais antigo e equiparável concorrente.
Não, em “O Último Desafio” Schwarzenegger é o astro absoluto, novamente o principal centro das atenções, como não era desde o terceiro capítulo a franquia que o tornou famoso.

Em “O Último Desafio” Schwarzenegger é Ray Owens, o Xerife de uma pequeníssima cidade americana na fronteira com o México que desfruta da paz e conforto que o cargo lhe trazem. Mas esta paz e conforto estão prestes a serem brutalmente interrompidas quando a cidade é envolvida em um esquema de proporções federais.

Gabriel Cortez (Eduardo Noriega) o líder de um cartel de drogas mexicano que conseguiu fugir das autoridades enquanto estava sendo transferido e em posse de um incrível carro capaz de fazer mais de 300km/h e com equipes altamente armadas estrategicamente posicionadas para liberarem seu caminho rumo ao Méximo, precisa passar pela cidade de Owens, o que, depois de uma terrível perda que torna a situação extremamente pessoal para o Xerife, significa ter que passar por Owens.

Provavelmente escrito especificamente para Schwarzenegger ou até mesmo especificamente para seu retorno como astro de filmes de ação, “O Último Desafio” sofre sobre o peso de sua grande estrela. O Último Desafio tenta apoiar muito sobre os já cansados ombros de Schwarzenegger, que por maior parte do filmes, age de forma terrivelmente apática.

Como o principal do vilão do filme precisa percorrer um longo percurso até o encontro do protagonisa e de seus coadjuvantes, quem sofre com isso é o ritmo da produção, que por 2/3 tem doses extremamente homeopáticas de ação. Uma sequência aqui e ali, como a da fuga de Cortez ou o tiroteio na fronteira, que mesmo assim, não satisfazem.
É, naturalmente, apenas em sua resolução que o filme realmente avança, fazendo proveito de tudo aquilo que, tão arduamente e ao custo da maioria de seu tempo de projeção, construiu até então. E mesmo assim, não convence, pois é difícil de acreditar que uma equipe mal treinada seria capaz de tamanhos feitos.

Apesar de não ser um brilhante ator, Schwarzenegger sabia muito bem  a performance que queria entregar e foi exatamente esta que entregou.
O que poderia ser um destaque para nós, brasileiros, a presença de Rodrigo Santoro, que está presente desde o início fo filme de forma tão sutil que pode-se nem notar, realmente não faz diferença nenhuma, já que o papel poderia facilmente ser interpretado por quase qualquer outro ator em ascenção em Hollywood.

Luis Guzmán está presente para, em maior parte, servir como alívio cômico assim como Johnny Knoxville, no pouco tempo de tela que tem. Logo, em “O Último Desafio” temos não  apenas um alívio cômico, como dois, o que parece um tanto quanto overkill para um filme que nem quer ser tão engraçado para começo de conversa.
A belíssima Jaimie Alexander (a Lady Sif de Thor) e Zach Gilford, como os demais membros da equipe de Owens não chamam atenção, nem mesmo nos momentos mais críticos.

O Gabriel Cortez de Eduardo Noriega simplesmente nunca convence como o grande, terrível e impiedoso vilão que tenta ser, sendo eclipsdado até mesmo por seu subalterno, o Burell de Peter Stormare, ator com uma multitude de interpretações como vilão nas mais variadas situações. Incidentalmente, é ele quem surge como um vilão aparentemente muito mais ameaçador do que o arrogante Cortez, que só tem, realmente, a seu favor, o veloz carro que pilota pela maior parte do filme. O Agente Federal John Bannister de Forest Whitaker, líder da tranferência e consequente busca por Cortez só está lá para cumprir tabela, fazendo a história andar e servindo essencialmente como um interlocutor para o espectador, nos informando do quão grave a situação está.

O Último Desafio poderia ser o retorno triunfal de Schwarzenegger ao ramo que o consagrou, mas não é nada mais do que, como o personagem fez questão de ressaltar algumas vezez, um lembrete de como ele é agora. Não é dizer que ele não é mais capaz de fazer grandes filmes de ação, afinal é “para isto” que nasceu, mas definitivamente não foi neste filme que provou isto, uma vez que nem mesmo o roteiro lhe deu uma chance apropriada.

6/10

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