O Hobbit: Uma Jornada Inesperada

Hobbitcartaz

Lá e de volta outra vez. Depois de quase uma década, Peter Jackson retorna com mais uma triunfante adaptação de J.R.R. TolkienO Hobbit”, nos tão aguardados 48fps (Frames por Segundo) que geraram tanta controvérsia.

No dia 1º de Janeiro de 2002 estreava nos cinemas “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel” dá tão pequena, porém futuramente grandiosa “Weta Digital” é claro, com apoio da “New Line Cinema” e “Warner Bros”, seu diretor Peter Jackson, conhecido principalmente por seus filmes trashs da década de 80/90 como “Fome Animal” e” Bade Taste”, não era uma aposta muito grande para a direção do filme, não que houvesse muitos candidatos dispostos a assumir uma responsabilidade como essa, mas ele foi, na cara e coragem, recrutando os melhores artistas em maquetes, figurinos, armas, maquiagem etc. Peter conseguiu fazer um trabalho invejável, e até hoje é reconhecido por seus méritos.

Mas por que dar continuidade a uma obra já tão bem acabada? Assim como os fãs da trilogia, o próprio diretor e os atores criaram uma atração especial pelos contos de Tolkien e sua tão maravilhosa e vasta Terra Média, há muito que se explorar, muitas história e personagens que todos deveríamos conhecer e principalmente explicar pontas soltas que não poderiam ser resumidas de forma tão simplória

Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) um Hobbit, tranquilo que jamais se atrasou para algo na vida, passa grande parte de seu tempo fumando e comendo, nada o tira do sossego oferecido pelo “Condado” e os demais habitantes de pés grandes e peludos. O Bolseiro tem sua tão amada paz interrompida com a súbita visita de Gandalf, o Cinzento (Ian Mackellen) que analisa Bilbo sorrateiramente e conclui de imediato que ele seria ideal para a aventura, ele logo rejeita a idéia e volta pra sua casa, quando mais tarde é surpreendido pela visita de 13 anões: Nori (Jed Brophy), Fili (Dean O’Gorman), Dori (Mark Hadlow), Bofur (James Nesbitt), Gloin (Peter Hambleton), Dwalin (Graham McTavish), Balin (Ken Stott), Oin (John Callen), Bombur (Stephen Hunter), Bifur (Wiliam Kircher), Ori (Adam Brown) Kili (Aidan Turner) e o líder Thorin Escudo-de-Carvalho (Richard Armitage).

Há muitos anos, Thorin Escudo-de-Carvalho, vivia com seu pai Thráin nas minas da montanha solitária, onde abrigava todos os tipos de tesouros e pedras preciosas. Os anões eram conhecidos por serem grandes mineradores e ferreiros, e também por sua cobiça e arrogância.
Logo, a mina foi atacada por uma ameaça que nenhum deles conseguiria superar. Tendo perdido tudo o que tinham, foram rejeitados por aqueles que até então consideravam seus aliados. Thorin, a partir disso, lutou em várias batalhas e fez um grande inimigo o Orc, “Azog” quem teve seu braço decepado pela espada de Thorin que perdera seu escudo e usou um tronco de carvalho como proteção.

Gandalf descobre um mapa que mostra uma entrada escondida para as montanhas, e Bilbo é escalado para ser o ladrão do time, e conseguir proezas silenciosas que os anões jamais conseguiriam com seu jeito rude.
Partem então para uma aventura: uma jornada inesperada. E assim Peter Jackson pode começar a encher nossos olhos com seus planos gerais mostrando toda a maravilhosa paisagem que compõe a Terra Média, suas montanhas geladas, florestas e todo o orvalho, criaturas desconhecidas, tudo posto perfeitamente para ser belo, já que este se trata de um conto mais infantil, ao contrário de OSdA que era mais obscuro.

Dentre as florestas vive Radagast, O Castanho (Sylvester MacCoy), um dos cincos magos da ordem de Gandalf ainda em atividade, o mais caricato e pastelão personagem já transposto para os filmes. Até demais. Radagast é um dos primeiros a perceber que há uma “bruxaria” rondando a floresta e trazendo consigo uma praga eliminando toda a fauna e flora. Enquanto ele corre para avisar o mago mais próximo, no caso, Gandalf. Thorin e o resto da trupe seguem o caminho para as montanhas solitárias. No meio, uma batalha, bem fraca se comparada a qualquer uma da trilogia passada. Somos então levados até Rivendell, que continua tão bela quanto da primeira vez em que foi mostrada no cinema. Encontramos personagens conhecidos e marcantes, como Elrond (Hugo Weaving) Galadriel (Kate Blanshet) e até Saruman, O Branco (Christopher Lee). As coincidências ocorridas em Rivendell deram um rumo para os anões que continuaram a seguir em frente, a medida em que eram caçados por orcs.
Enquanto descançam, Bilbo e os outros anões tomam conhecimento da estória de Thorin e de sua determinação, passando a entendê-lo melhor.

O filme vai tomando sua melhor forma do meio para o final é quando ocorrem às situações mais antológicas do livro, os três Trolls que capturam os anões para comê-los e um dos melhores capítulos que desencadeia toda uma história “Charadas no escuro” revemos Gollum, e o estupendo trabalho em CGI, vibramos com Bilbo colocando o anel pela primeira vez, e então o melhor do filme começa a surgir, batalhas regadas a melodias épicas, um desfecho emocionante e um aperto no coração quando percebemos que falta um ano para a continuação.

Não há do que reclamar da técnica, os efeitos a direção de arte, maquiagem, tudo continua impecável, é claro, já que além de Jackson, tivemos a participação de Guilherme Del Toro quem assumiria o projeto a princípio. O roteiro fica por conta de Fran Walsh, e a esposa de Peter, Phillipa Boyens, ambos também fora os roteiristas de O Senhor dos anéis. Talvez pelas reclamações dos fãs de que ocultaram tantas partes importantes do livro nos filmes anteriores, ele tenha ficado aquém do esperado para alguns (poucos), então já que o Hobbit é apenas um livro e serão três filmes, não economizaram nos detalhes, e talvez isso tenha sido o erro, uma história que demora a avançar, mas que fecha com um final espetacular e com uma grande possibilidade de continuações muito além de “Uma jornada inesperada”.

9/10

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